sábado, 3 de novembro de 2012

Buceta tem pentelho
Que porra é peito feio?
Tu é macho ou aposentaste
Cu de diretor de arte

 Reclamar de havaiana
 Distinguir sofá se cama
 E estria de celulite
 É melhor o apocalipse.


Por Alex Antunes.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Fluxograma da Mesquinharia

Eu era feliz.
Trabalhava pouco e por isso tinha pouco dinheiro.
Mas era generosa com o pouco que tinha.
Agora trabalho muito e por isso tenho muito dinheiro.
Mas o trabalho consome tantas horas do meu dia, que só vivo exausta. Minha criatividade está embotada pois não há nada pra contemplar nesse ambiente e meu cansaço é tão grande que não tenho sequer entusiasmo pra viajar. As vezes, no fim do dia, mal consigo raciocinar direito. Tenho "vivido" pra contar os dias até o fim de semana.
Uma vez que sofro muito pra ganhar esse dinheiro, não acho justo dividi-lo com ninguém.
... e foi assim que me tornei mesquinha.


Talvez eu entre pra política.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Dois Pesos, Duas Medidas

Sobre a recente revolta árabe, acho muito engraçado perceber que as mesmas pessoas que condenam a reação islamita e acham que o Nakoula estava certo ao exercer sua liberdade de expressão, são as que abominam piadinhas racistas, sexistas ou qualquer manifestação verbal contra alguma minoria oprimida.

Não tenho religião, por mim todos os religiosos mais os ateus poderiam entrar em guerra e se matar - tudo em nome de um mundo mais vazio. Mas dois pesos e duas medidas é algo que arde nos meus olhos. Ou todo mundo é livre pra falar o que quiser, ou todos calam a boca e ninguém fala de ninguém.


quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Teorizando O Cotidiano

Em dezembro, realizo apenas 1/3 da média dos atendimentos do restante dos meses do ano.
Não só o dispensário fica mais vazio, como também a própria unidade de saúde - o povo adoece menos nesta época.
Não se trata de um fato isolado: observei o mesmo fenômeno repetir-se em dois locais diferentes.

Pensando em possíveis motivos para tal, cheguei às seguintes hipóteses:

a) Trata-se de algum tipo de milagre natalino;
b) Dinheiro no bolso (proveniente do 13°) faz bem à saúde;
c) Os outros dois terços são compostos de desocupados-carentes-hipocondríacos, que por conta das festas de fim de ano acabam encontrando algo melhor para fazer,  ao invés de ficar inventando doenças. 

...

domingo, 29 de julho de 2012

Thai Pink Buffalo

Confirmadoooooooooooo!!!!

http://www.abbf.asia/08062012.pdf

HOOOOOOOOOOOOO!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Porque você teve fé em mim, mesmo nos momentos em que duvidei, tive condições de continuar acreditando.
E isso eu jamais esquecerei.
Muito obrigada. 




terça-feira, 10 de julho de 2012

Irreversível

Um dos meus pontos de concordância com Nietzsche se refere a Sócrates: Também o considero um borra-botas.
Muito da obra de Sócrates girou em torno da problemática da ignorância, que o mesmo chegou a considerar "o único mal". Ele sempre se colocava em discussões na posição de ignorante - o que além de me soar como falsa modéstia ainda parece um tipo de esquiva, pois dizendo-se previamente ignorante ele evitava se comprometer mais profundamente com as ideias que defendia, sempre podendo se desculpar culpando a ignorância por qualquer equívoco - reconhecendo neste movimento toda a fonte de sua "sabedoria".
Bom...  Antes o problema do Homem fosse a ignorância! Isso seria fácil de resolver. Só somos ignorantes até o momento em que adquirimos conhecimento. A ignorância tem cura.
O mesmo não se pode dizer da estupidez.
A estupidez, meus amigos, é irreversível.  

Tomemos como exemplo os evangélicos.
O Bispo Macedo apareceu no Jornal Nacional falando "ou dá ou desce". Nenhum evangélico ignora isso. Mas, ao mesmo tempo, nenhum deles quer saber.

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Sempre fui e sempre serei a favor da religião, mesmo não tendo nenhuma, porque sei perfeitamente que ela é necessária como mecanismo de controle: prefiro um estúpido temendo a Deus que um estúpido me assaltando. E, na realidade, considero aqueles que enxergam a religião como um grande mal igualmente estúpidos - não foi a religião que criou seus fiéis, as pessoas se afinizam com o que é parecido com elas. Existem milhares de religiões diferentes, e se aquelas que mais se sobressaem são as extremistas, só posso concluir que a disposição de espírito da maioria das pessoas é exatamente essa. Não é a religião que cria preconceitos, os preconceituosos já existiam, eles apenas se sentem em casa quando se filiam a qualquer coisa que pregue o que se passa dentro deles. 
Em outras palavras, não foi a religião que criou os homens, mas sim o contrário - e isso é tão óbvio que seria desnecessário dizer... mas, sabe como é... irreversível.

Agora virou moda, por conta da atuação da bancada evangélica, culpar a religião como fonte de preconceitos contra homossexuais. Ora, mas quem faz isso faltou às aulas de História! A religião foi proibida na União Soviética na época do comunismo, mas mesmo assim homossexuais identificados eram enviados à gulags siberianos para morrer de frio e fome. E ainda hoje, em Cuba, onde igualmente não existe culto religioso, homossexuais apanham da polícia nas ruas.
Não há problema com os sistemas, há um problema nas pessoas.
Mesmo que vivêssemos em um mundo isento de crenças em além-mundos, teríamos uma enorme parcela da população elegendo candidatos ultra-conservadores, igualmente preconceituosos e tão mesquinhos quanto os que vemos na bancada evangélica.

Ao divulgar a existência do "apartheid gay" mesmo fora do âmbito religioso, seria de esperar que, com a queda da prévia ignorância sobre tal assunto, os que perseguem a religião por este motivo deixassem de fazê-lo. Mas não.  Porque o problema não é ignorância.
O problema é irreversível.



sexta-feira, 6 de julho de 2012

Vai Um Espelhinho Aí?

Outro dia, a caminho do trabalho, entrei num ônibus da linha 638, cujo condutor furou todos os sinais vermelhos possíveis. Além disso, acelerava todas as vezes que via alguém atravessando a rua fora da faixa, para "dar um sustinho" e obrigar as pessoas a cruzar a pista no local correto da próxima vez.

O curioso é que durante toda a viagem, até onde acompanhei, ele e o cobrador não paravam de falar mal do filho do Eike Batista - pontuavam sua falta de responsabilidade, desprezo pelos outros e a impunidade que reina no país. Chegaram até a suspeitar do exame que constatou que a pessoa atropelada estava alcoolizada, dizendo que o mesmo foi forjado. Chamaram Thor Batista de "metido", porque durante as aulas de direção que o mesmo foi obrigado a realizar, o rapaz não falava com ninguém.

É.
Inveja é uma merda.

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Não seja mais um hipócrita ridículo. A única maneira de educar é através do exemplo.

domingo, 1 de julho de 2012