segunda-feira, 7 de abril de 2008

Ghost Song





Awake.
Shake dreams from your hair
my pretty child, my sweet one.
Choose the day and choose the sign of your day
the day's divinity
First thing you see.

A vast radiant beach and cooled jeweled moon
Couples naked race down by it's quiet side
And we laugh like soft, mad children
Smug in the wooly cotton brains of infancy
The music and voices are all around us.

Choose they croon the Ancient Ones
the time has come again
choose now, they croon
beneath the moon
beside an ancient lake

Enter again the sweet forest
Enter the hot dream
Come with us
everything is broken up and dances.

Indians scattered,
On dawn's highway bleeding
Ghosts crowd the young child’s,
Fragile eggshell mind

We have assembled inside,
This ancient and insane theater
To propagate our lust for life,
And flee the swarming wisdom of the streets.

The barns have stormed
The windows kept,
And only one of all the rest
To dance and save us
From the divine mockery of words,
Music inflames temperament.

Ooh great creator of being
Grant us one more hour,
To perform our art
And perfect our lives.

We need great golden copulations,

When the true kings murderers
Are allowed to roam free,
A thousand magicians arise in the land

Where are the feast we are promised?

The Doors

Burrês


O português é uma língua complicada. Cheia de regras, acentos, flexões verbais e perigos de se incorrer em erros de concordância. Acho isso desde pequena. Só passava na matéria por conta das minhas pontuações em redação, pois não tinha saco de ficar perdendo meu tempo gravando o significado de coisas como 'adjunto adnominal', 'pronome', 'acrônimo', etc. Eu lia bastante e isso fazia com que eu escrevesse bem sem precisar recordar a regra para fazê-lo sem que houvessem erros absurdos.

Entretanto, mesmo concordando que nossa língua é cheia de caminhos curvos, admiro uma escrita sem erros, até porque, como minha inteligência é muito voltada para o simbolismo, uma vez gravada em minha mente a grafia de certa palavra, ela automaticamente me remete à um determinado símbolo correspondente, então é complicado para mim quando leio uma palavra qualquer escrita errado, pois isso demanda um tempo maior para que eu consiga 'traduzir' o que aquilo ali significa.

Particularmente, odeio o internetês. Admito que em alguns casos, como quando se conversa via messenger, abreviações são bem vindas pois poupam tempo. Substituir o 'aqui' por 'aki' faz com que quem digita economize uma tecla de tempo na conclusão da palavra. Mas digam-me: qual a diferença entre escrever 'não' e 'naum'? A quantidade de teclas a serem digitadas é a mesma. Ou seja, é algo totalmente inútil, além de ser ridículo, visualmente de mau gosto.

Fora o internetês, há também o dialeto 'burrês' muito propagado na net. As pessoas simplesmente não sabem mais escrever. Não falo de palavras tidas como difíceis como 'exceção', ou cuja mudança de uma letra muda-lhes o significado como sela ou cela, ou concerto e conserto. Estão escrevendo úmido com 'H', lenço com dois S, hoje como 'hoge'.

Tá, com tantos problemas no mundo, porque se preocupar com essa coisinha? Bem... essa é uma prova cabal da degeneração da cultura de um povo. A coisa está atingindo um nível tal que, daqui alguns anos, não vão mais entender o que está escrito de maneira correta nos livros e serão necessários estudantes de línguas arcaicas para interpretá-los.

A cultura egípcia não se perdeu de uma hora para outra. Ela foi se degenerando, pouco a pouco, a ponto de ninguém mais conseguir ler os hieróglifos, até que Champollion o fez, mas apenas por volta de 1820, a partir da Pedra de Roseta. Não foi necessária a invasão romana para que o Egito fosse tomado e sua cultura destruída e perdida. O Egito já havia tombado desde dentro, tinha se auto corroído. Uma cultura fraca enfraquece a identificação do povo com sua raiz e o deixa peculiarmente apto a ser invadido por qualquer outra cultura mais forte ou mais admirada.

O perigo é que neste caminho ocorra a perda das informações valiosas acumuladas pela cultura que se dissolve. Até hoje existem mistérios acerca do Egito, e não apenas sobre ele, mas também à respeito dos Maias, e de todas as culturas que se perderam. Existiram povos que não utilizavam da escrita, mas que de alguma maneira acumulavam seu conhecimento de forma que as gerações posteriores pudessem se beneficiar dele, desde que soubessem interpretar o registro. Alguns usavam sistemas de nós em cordas, por exemplo.

A partir do momento que ninguém mais sabe interpretar o símbolo, todo o conhecimento acumulado por anos se perde, sem nem sequer ser necessária uma guerra, um massacre ou meios de extermínio cultural violentos, como a queima dos livros realizada na Idade Média. O conhecimento se dispersa pelo aumento da ignorância entre os membros de um determinado povo, que cada vez mais vai se disseminando, até atingir as classes mais abastadas, e não apenas os que tem menos acesso à cultura de forma geral.

Intaum, miguxos, axo k o k nos resta mexmo é resar pra que tradusão tudo k está em portugeis pra outra lingua, pq a noça, já foi pro brejo.

“A degeneração de um povo, de uma nação ou raça, começa pelo desvirtuamento da própria língua.”

Rui Barbosa

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sexta-feira, 4 de abril de 2008

Biomecânica



Momento irrevogável: Pirei no transhumanismo (link para post explicativo do conceito).
Por quê?
A boa e velha sincronia de idéias.

Tá certo, nem vou tentar parecer racional demais. Mas já que todo mundo está acostumado com a idéia da vinda da "Era de Aquário", é um bloqueio a menos a ser transposto. Rumo ao passo seguinte: Afinal, que porra isso significará?

Para entender a Era de Aquário, primeiro temos que partir da Era de Peixes. Qual é o marco, a personagem principal que define o Peixe, seu simbolismo e a idéia que passa?
O Cristo.
Cristo é o mito que simboliza Peixes para a nossa civilização. A abnegação, o sacrifício, a fé.
O que finda hoje, é isso. Uma era de sofrimento, de penas, de sacrifício de inocentes, mas também uma era de esperança, de uma necessidade quase mórbida de melhora, de desespero por mudança, por alívio, por redenção. Uma Era não de vida, mas de morte.

Aleister Crowley dizia, para loucura dos cristãos, que a figura de Jesus não era um símbolo de vida, mas de morte, pois em toda a sua história, estava implícita a idéia da necessidade do sacrifício, não apenas da vida propriamente dita, mas de valores, de bens, etc. Sua palavra foi sempre um ultimato para que as pessoas deixassem para trás algo que fazia parte delas, senão enquanto maneira de pensar, de ser ou ter. Deveria haver a morte em vida para que houvesse ressurreição.

Historiadores modernos levantam a hipótese de que Jesus não existiu, de que ele é uma releitura de outros mitos. Não excluo completamente a possibilidade, sempre achei que por trás das palavras da Bíblia havia um código místico, e que a interpretação literal delas servia para aqueles que compreendiam apenas as palavras, não o significado delas. Há uma diferença, não muito sutil, entre ler e entender. Porém, para mim nunca importou se ele existia ou não, pois eu sempre dei atenção ao que ele disse, não à sua figura em si.

Explanação da Era de Peixes feita, passemos à de Aquário.
Quem é a personagem central da Era de Aquário?
Prometeu, aquele que roubou o fogo dos Deuses para dar aos homens.

"Ele (Zeus) não fez caso dos desgraçados homens,
decidido a aniquilá-los e criar outra raça.
Ninguém se opôs a esse propósito, exceto eu:
Eu ousei. Salvei a raça humana de ser
Transformada em poeira, da morte total."
Prometeu Acorrentado, Ésquilo

Não é novidade que estamos cansados de nós mesmos. Do quanto sofremos, do quanto fazemos sofrer. Exaustos de sacrifício, de dor e de morte. Nos matamos por motivo nenhum, estamos com raiva uns dos outros, todo mundo acusando o outro pelo fato do mundo não ser o que queremos, e já que não o é... Explodam todos, estão todos errados (menos eu).

Prometeu chega para dar descanso àqueles que já estão quase sem forças, ou seja, nada mais nada menos que à própria humanidade, que está quase implorando para ser auto aniquilada, tamanho inferno para onde fomos mandados depois de carregar a cruz. A Humanidade anseia pela redenção ou, para aqueles que não crêem nela, pelo fim. E no meio da crise de niilismo, todos gritam "Eli, Eli, lamá sabactâni?" - Deus, Deus, por que me abandonaste? - Frase dita por Jesus, à beira da morte... Sim, até ele teve seu momento de dúvida, de perda de fé. Ah... roda, roda, roda vida, que tudo volta para o seu lugar, todo fim é um início, todo início um fim. Roda Fortuna, nunca para de girar... O tempo é linear, ou tudo isso já aconteceu? Humm... daqui a pouco falamos disso.

Qualidades do signo de Aquário: Humanitário, tecnológico, futurista, reformulador, pacífico, lúcido, transparente, harmonizador. Regido por Urano, a oitava superior de Mercúrio, que por sua vez rege as faculdades intelectuais em um mapa astral. Na música, denomina-se oitava superior quando uma determinada nota é expressa em um tom que tem o dobro da frequência do primeiro em Hz. O 'lá' continua a ser o 'lá', mas diferencia-se de um outro 'lá' por conta do tom, que para ser considerado oitava superior, deve ser tocado com o dobro da frequência do primeiro 'lá' em questão. Não há exatamente um valor fixo, isso é relativo ao tom da nota que se toma por base como exemplo. Ufa! Será que foi?

Trocando de assunto, apenas em tese, lembro-me das minhas visões com DMT. Algo sempre me intrigou nelas. Por que todo mundo vê as mesmas coisas? Talvez não na primeira experiência, mas em algum momento do uso, cai-se em um mundo biomecânico, onde os seres são meio homens, meio máquinas. Chegamos a ouvir o barulho de motores.

Na minha primeira experiência do tipo, eu estava mirando um belo fractal, de cores exuberantes e formas milimetricamente perfeitas, quando, de repente, ao tentar 'fixar a visão na visão' eu vi um braço mecânico. Como assim??????????? De onde aquilo saiu? Um braço mecânico não se encaixava em absoluto àquela visão transcendente a que eu estava entregue anteriormente. Abri os olhos, em pânico. Então, ouvi uma voz na minha cabeça: "Ah, então não queres ver a Verdade?". Depois disso, admito que fugi da substância durante um tempo. No dia em que tomei coragem e retornei à ela, fui transportada diretamente para dentro de um mecanismo, o qual parecia seccionar meu crânio em vários pedaços, e instalar coisas no meu cérebro.

Isso parece ridículo. E talvez o leitor esteja neste momento taxando a experiência de um desvario alucinógeno. OK. Eu teria a mesma opinião, não fosse o fato de outras pessoas, inclusive indivíduos naive (inocentes, virgens quanto à experiência e no caso, quanto ao uso da substância), que não tinham a menor notícia sobre as experiências de outros (o que obviamente poderia gerar autosugestão), terem obtido a mesma visão. Há uma profusão de relatos de visões de seres e realidades biomecânicas na própria Internet.

Terence McKenna já tinha ciência deste fato, ou seja, da similaridade entre as visões, mas ele acreditava que visitávamos outros mundos através do uso da substância. Bom, embora eu tenha posto McKenna em um altar sagrado, sou obrigada a discordar dele. Uma sensação comum ao uso de qualquer alucinógeno é a de 'tempo parado'. Tem-se a impressão de que o tempo não é algo linear, que passado, presente e futuro estão acontecendo agora, pois o presente é consequência do passado, e o futuro, consequência do presente. É como se o 'hoje' contivesse toda sorte de informações, não só sobre o que já passou, mas a respeito do que está por vir. É o descortinar da Lei de causa e efeito.

Sendo a Era de Aquário algo iminente, tendo o signo as características citadas, e estando a ciência em processo experimental ciborgue... creio que a experiência com DMT provoca um lapso no tempo, e que conseguimos enxergar o futuro através dela.

Creio não ser novidade o fato de que apenas alguns indivíduos dentre a totalidade da Humanidade conseguem sobressair entre outros. Não é todo dia que Shakespeares, Michelangelos, Da Vincis, Einsteins, Hawkings são produzidos. E, como sabiamente disse, ainda que não com essas palavras, meu queridíssimo -e de posto mais elevado no altar - Huxley, são esses que levam os outros nas costas. Não que QI de gênio seja um pressuposto estrito para que os seres humanos coexistam e evoluam, mas um mínimo de consciência é necessária para sanar a dor da Era de Peixes, com toda sua necessidade de sangue, expiação e sacrifício.

Já quebrei a cabeça milhões de vezes, tentando achar a saída para tal situação... Como dar um choque de consciência nas pessoas? Como levar ao mundo todo a compreensão? Onde está o ponto sensível? No amor? Na dor? No prazer? No riso? Jogo um cristal gigante de ácido nas represas de abastecimento de água potável? Peço para um ET descer dos céus? Peço a guerra? Peço a catástrofe? Bagh! Nada garante que todos estariam de acordo em termos ideológicos, que reagiriam da mesma forma, que se comportariam após o "evento X" da maneira esperada (ah, sim, humildemente eu espero um certo tipo de comportamento por parte de quem tem consciência). Pelo visto a coisa vai ter que ser feita na marra, direto no ponto. Direto na mente.

Oh! O que será da liberdade? Definitivamente, parei de discursar sobre liberdade. Ela é uma ilusão. Sob vários aspectos. Misticamente, pelas ordens do Destino. Socialmente e moralmente pelas leis implícitas e explícitas que regem nosso convívio com os outros. Particularmente... Nos EUA a simples menção da palavra 'bomba' ao telefone já faz com que a ligação seja rastreada. Dos satélites é possível enxergar a hora marcada no relógio de pulso de alguém. Sua liberdade, caro amigo, se restringe apenas, e unicamente... à sua imaginação. Bem aventurados os criativos, porque deles é o reino que eles quiserem adotar. O lema da França, Igualdade, Liberdade e Fraternidade é uma piada. A igualdade anula a liberdade e vice-versa.

Oh! Mas Aquário também não é o signo da liberdade? Ah, sim é. Mas da liberdade que obedece aos outros pressupostos inclusos no signo. Faz o que tu queres, há de ser tudo da Lei. O Amor é a Lei.

"Pois a Misericórdia tem um coração humano,
A Piedade, um rosto humano,
E o Amor, uma divina forma humana,
É a Paz, uma vestimenta humana."
Blake, Songs of Innocence



De todos, Aquário é o mais humano dos signos. É o signo que representa o Homem em sua plenitude, no auge do seu sucesso, exercendo suas faculdades com toda a potencialidade cuja denominação Humano merece receber (porque não são todos que merecem tal posto, visto que as vezes parece que convivemos com criaturas bestiais, ao invés de seres conscientes).

No mito, Prometeu após roubar o fogo dos Deuses para dar aos Homens, tornou-lhes com capacidades tais que estes poderiam chegar bem próximos do criador, que, ciumento por não querer perder o posto, o castiga, acorrentando-o a um monte onde todos os dias uma águia (símbolo antigo do signo de Escorpião) vinha lhe bicar o fígado, que por sua vez se refazia (O fígado é o único órgão que se refaz. Como já sabiam disso na antiguidade é um dos grandes mistérios desse Universo, onde tudo se contrói e se destrói, ciclicamente), todas as noites. Quíron trocou de lugar com Prometeu, ofertando-lhe sua imortalidade, e por tal feito, Zeus o catasterizou na constelação de Sagitário, segurando a flecha usada por Héracles para matar a águia que atormentava Prometeu, flecha essa curiosamente voltada para a constelação de Escorpião, signo que não costuma lá ser muito fã da companhia humana.

Presente, passado, futuro? Está tudo no céu, e é segundo essa ordem que vivemos. E que Prometeu não tarde.

Geração da Luz

Raul Seixas

"Eu já ultrapassei a barreira do som
Fiz o que pude às vezes fora do tom
Mas a semente que eu ajudei a plantar já nasceu!!
Eu vou, eu vou m'embora apostando em vocês
Meu testamento deixou minha lucidez
Vocês vão ter um mundo bem melhor que o meu!!
Quando algum profeta vier lhe contar
Que o nosso sol tá prestes a se apagar
Mesmo que pareça que não há mais lugar
Vocês ainda têm, vocês ainda têm
A velocidade da luz pra alcançar
Vocês ainda têm, vocês ainda têm
A velocidade da luz pra alcançar

Além, depois dos velhos preconceitos morais
Dos calabouços, bruxas e temporais
Onde o passado transcendeu há um reinado de paz!!
Vocês serão o oposto dessa estupidez
Aventurando tentar outra vez
A geração da luz é a esperança no ar!!
Quando algum profeta vier lhe contar
Que o nosso sol tá prestes a se apagar
Mesmo que pareça que não há mais lugar
Vocês ainda têm, vocês ainda têm
A velocidade da luz pra alcançar
Vocês ainda têm, vocês ainda têm
A velocidade da luz pra alcançar"


Bruninho, muito obrigada por compartilhar seus tesouros.
Me foram de grande valia, irmão.

Carla, energia bem vinda... Bicha indutora de insights.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Aos Meus Amados Pais

Mother

Pink Floyd

Mother, do you think they'll drop the bomb?
Mother, do you think they'll like this song?
Mother, do you think they'll try to break my balls?
Mother, should I build the wall?
Mother, should I run for President?
Mother, should I trust the government?
Mother, will they put me in the firing line?
Is it just a waste of time?

Hush now baby, baby, don't you cry
Momma's gonna make all of your nightmares come true
Momma's gonna put all of her fears into you
Momma's gonna keep you right here under her wing
She won't let you fly, but she might let you sing
Momma's will keep Baby cozy and warm
Oooo Babe
Oooo Babe
Ooo Babe, of course Momma's gonna help build the wall

Mother, do you think she's good enough
For me?
Mother, do you think she's dangerous
To me?
Mother will she tear your little boy apart?
Mother, will she break my heart?

Hush now baby, baby, don't you cry
Momma's gonna check out all your girlfriends for you
Momma won't let anyone dirty get through
Momma's gonna wait up until you get in
Momma will always find out where you've been
Momma's gonna keep Baby healthy and clean
Oooo Babe
Oooo Babe
Ooo Babe, you'll always be Baby to me

Mother, did it need to be so high?

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Oh, Father

Madonna

It's funny that way, you can get used
To the tears and the pain
What a child will believe
You never loved me

You can't hurt me now
I got away from you, I never thought I would
You can't make me cry, you once had the power
I never felt so good about myself

Seems like yesterday
I lay down next to your boots and I prayed
For your anger to end
Oh Father I have sinned

Oh Father you never wanted to live that way
You never wanted to hurt me
Why am I running away

Maybe someday
When I look back I'll be able to say
You didn't mean to be cruel
Somebody hurt you too