quarta-feira, 27 de agosto de 2008

O "Inanimado" Está Vivo


“O talento do experimentador é curioso e especial. Munido de uma lata de chá vazia e um pouco de fio, seda, um punhado de cera de vedação e dois ou três potes de geléia, Faraday enfrentou os misteriosos poderes da eletricidade, saindo-se vitorioso dos enigmas que desvendou. Foi somente uma questão da adequada justaposição da cera, dos potes de vidro, e dos fios, e os misteriosos potes acabaram se rendendo. Tão simples - se fossemos Faraday.

Se fossemos Sir J. C. Bose, seria simples - com um pequeno mecanismo de relógio, algumas agulhas e filamentos - inventar máquinas capazes de tornar visível o crescimento das plantas, o pulsar de seus "corações " vegetais, o tilintar dos seus nervos, o processo da sua digestão. Seria tão simples - embora tenha custado à Bose longos anos de pesquisa para aperfeiçoar seus instrumentos.

No Instituto Bose, em Calcutá, o próprio experimentador foi nosso guia. Durante toda uma tarde o acompanhamos, de maravilha em maravilha. Com ardente entusiasmo e copiosa torrente de idéias, quase demasiadas para sua capacidade de expressão, que o faziam gaguejar, impaciente, na tentativa de elucidar seus métodos, louvar os resultados e desdobrar as implicações, ele as expunha, uma a uma. Observamos o crescimento de uma planta ser traçado por uma agulha num vidro esfumaçado; constatamos sua súbita reação à um choque elétrico. Observamos a planta alimentar-se; no processo, ela exalava quantidades diminutas de oxigênio. Cada vez que o acúmulo do oxigênio exalado atingia um certo volume, uma pequena campainha, como a anunciar o final de uma linha numa máquina de escrever, soava automaticamente. Quando o sol brilhava sobre a planta a campainha soava regularmente inúmeras vezes. Quando na sombra, a planta parava de se alimentar, e a campainha soava apenas a longos intervalos ou, simplesmente, não soava. Uma gota de estimulante adicionado à água da planta fazia soar a campainha insistentemente de forma ininterrupta, como se algum datilógrafo ansioso tentasse bater um recorde mundial com sua máquina. Próxima à planta - pois a experiência era feita ao ar livre - havia uma grande árvore. Sir J. C. Bose contou-nos que ela fora trazida ao jardim de algum lugar muito distante. O transplante é, geralmente, fatal para uma árvore adulta, pois o choque costuma matá-la. O mesmo acontece com muitos homens cujas pernas e braços são amputados sem anestesia. Bose administrou clorofórmio à árvore, e a operação foi um sucesso absoluto. Ao despertar, a árvore anestesiada imediatamente enraizou-se em seu novo habitat e floresceu.

Mas doses excessivas de clorofórmio são tão fatais para a planta como para o homem. Em um dos laboratórios conhecemos o instrumento que registra os batimentos do "coração" da planta. Por um sistema de alavancas, semelhante, mas muito mais delicado e sensível, ao do barômetro automático, que já conhecíamos, pudemos detectar as diminutas pulsações da camada de tecido debaixo da casca externa do talo, ampliada - literalmente milhões de vezes - e registrada automaticamente em papel de gráfico numa chapa móvel de vidro esfumaçado. Os instrumentos de Bose tornaram visíveis coisas que jamais puderam ser vistas anteriormente, mesmo com o auxílio do mais poderoso microscópio. A batida normal do "coração" como constatamos, ponto a ponto, numa placa móvel, era muito lenta. Levava quase um minuto para o tecido pulsativo passar da máxima contração à máxima expansão. Mas um grão de cafeína ou cânfora afetavam o "coração" da planta, exatamente da mesma forma que afetaria o coração de um animal. O estimulante foi adicionado à água da planta, e quase instantaneamente as ondulações do gráfico se alongaram sob nossos olhos e, ao mesmo tempo, ficaram mais juntas umas das outras; a pulsação do "coração" da planta tinha se tornado mais violenta e mais rápida. Depois do estimulante, administramos veneno. Uma dose mortal de clorofórmio foi colocada na água. O gráfico tornou-se o registro de uma agonia mortal. À medida que o veneno paralisava o "coração", as elevações e descidas do gráfico achatavam-se até transformarem-se numa linha horizontal entre os extremos das ondulações. Mas enquanto havia vida na planta, sua linha média não permanecia nivelada; era interrompida com intensas alterações para cima e para baixo que representavam, num símbolo visível, os espasmos de uma criatura assassinada, lutando desesperadamente pela vida. Após um pequeno intervalo, não havia mais alterações no gráfico. A linha de pontos era completamente reta. A planta estava morta.

O espetáculo de um animal morrendo nos afeta dolorosamente; podemos ver sua luta, e, empaticamente, sentimos até sua dor. A invisível agonia de uma planta nos deixa indiferentes. Para um ser com olhos um milhão de vezes mais sensíveis que os nossos, a luta de uma planta contra a morte é visível e, portanto, perturbadora. Os instrumentos de Bose nos dotam com visão mais intensa e aguda. A flor envenenada manifestamente contorcia-se diante de nós. Seus últimos momentos foram tão perturbadores como os dos homens, e ficamos chocados com esse espetáculo que nos foi revelado, experimentando solidariedade até então desconhecida.

As almas sensíveis, a quem a visita a um matadouro converteu ao vegetarianismo, devem ser aconselhadas (a fim de não ter seu cardápio ainda mais reduzido) a se afastar do Instituto Bose. Após assistir ao assassinato de uma planta, provavelmente pensariam em se confinar a uma dieta estritamente mineral. Mas essa nova tentativa seria tão vã como a antiga. A avestruz, o engolidor de espadas e o faquir comedor de vidro são tão canibalistas como os frequentadores das churrascarias, pois tiram a vida tão fatalmente quanto os vegetarianos. As primeiras pesquisas de Bose sobre os metais (pesquisas que provam que os metais respondem à estímulos, estão sujeitos à fadiga e reagem aos venenos tanto quanto os organismos vegetais e animais) privaram os conscienciosos praticantes de ahimsa de sua última esperança. Eles devem também ser canibais pelo simples fato de que tudo, incluindo o "inanimado", está vivo.

Esta última afirmativa pode parecer absurda e impossível, tal o poder do preconceito radical. Mas um pouco de reflexão é suficiente para provar que é, ao contrário, uma declaração a priori provável. A vida existe. O mais estrito e puritano dos físicos é compelido, mesmo contra a vontade, a admitir esse fato extremamente inquietante. A vida existe, manifestamente, nas pequeninas partículas do mundo que conhecemos. Como chegou até lá? Há duas respostas possíveis. Talvez tenha surgido num dado momento, subitamente introduzida num mundo até então de todo inanimado, vinda de fora por alguma espécie de milagre. Ou, então, talvez essa vida tenha estado conscientemente inerente, contida numa última partícula de matéria, sendo, portanto, latente e gradualmente desdobrada em formas mais complexas e perfeitas. No presente estado do conhecimento - ou de ignorância, como preferirem - a segunda resposta parece ser a mais correta. Se for correta, então podemos esperar que a matéria inanimada se comporte da mesma maneira que a matéria assumidamente animada. Bose mostrou que isso ocorre. Ela reage ao estímulo, sofre fadiga e pode ser morta. Não existe nisso nada que possa nos espantar. Se a conclusão choca nosso sentido de conveniência, é apenas devido ao fato de termos, ao longo de gerações, tornado hábito considerar a matéria algo sem vida; uma coisa que pode ser movimentada, e cujo único atributo real é a expansão. Movimento e expansão podem ser facilmente medidos e submetidos a tratamento matemático. A vida, especialmente em suas formas mais elevadas de consciência, não pode. Negar vida à matéria e concentrar somente em suas qualidades mensuráveis é uma política segura, retribuída por resultados. Não admira que tenhamos feito disso um hábito, pois incorporamos hábitos facilmente. Aceitamo-los, pois, incontestavelmente, como fazemos com nossas mãos e pés, com o sol, as cores, os sons e com o fato de rolar escadas abaixo em vez de acima. A ruptura de um hábito físico pode ser tão dolorosa quanto uma amputação; questionar a utilidade do pensamento é um ultraje, uma indecência, um horrível sacrilégio.

Crains dans le mur aveugle un regard qui t'épie.*

Tudo bem para um poeta. Podemos sorrir indulgentemente diante da alegre fantasia de uma criança. Mas quando nos deparamos com experiências de laboratório e gráficos, coisas concretas, sentimos que o assunto é mais sério e é tempo de protestar.

Pessoalmente, não protesto. Sou um simples homem de literatura e não um daqueles físicos cujo interesse profissional é manter a matéria em seu lugar, com o único atributo de ser colocada em termos matemáticos; e estou encantado. Amo a matéria, acho-a miraculosa, e me agrada muito quando um homem sério como Bose aparece e concede-lhe um novo certificado de mérito.”

*"Respeita o olhar que te espreita no muro cego. "(Verso de Gerard de Nerval no livro Versos Dourados)

Ensaio de Aldous Huxley, extraído do livro “Huxley e Deus”.

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Bem, a narrativa acima é fantástica. E que eu saiba, apenas Cleve Backster tentou levar os experimentos quanto à sensibilidade das plantas adiante, e seus resultados são criticados e considerados como de baixa credibilidade. A única coisa que posso fazer é falar por mim mesma, e sobre minha experiência pessoal. Minha avó sempre adorou plantas. Cuidava delas com muito carinho e chegava mesmo a conversar com elas. Eu e minha tia sempre zombávamos dela por isso. Quando minha avó morreu, continuamos a cuidar das plantas que ela deixou, regávamos, cuidávamos das pragas. Mas não conversávamos com elas, nem cuidávamos delas com a mesma intenção que havia no coração da minha avó. Muito embora os cuidados físicos que devotávamos às plantas dela fossem os mesmos, em pouco tempo, todas morreram.

Tim Leary deixou-nos uma frase, que é : Think for yourself and question authority”. Eu digo: “Think for yourself and question EVERYTHING”.


Mais sobre Bose em:
http://en.wikipedia.org/wiki/Jagdish_Chandra_Bose


sábado, 23 de agosto de 2008

"Psilocybin can occasion mystical-type experiences having substantial and sustained personal meaning and spiritual significance"

Estou para postar esse link há tempos, e sempre acabo esquecendo.

Trata-se de um estudo duplo-cego que revela o potencial da psilocibina em ocasionar experiências místicas. Acerca dos resultados:

"The present double-blind study shows that psilocybin,
when administered under comfortable, structured, interpersonally
supported conditions to volunteers who reported
regular participation in religious or spiritual activities,
occasioned experiences which had marked similarities to
classic mystical experiences and which were rated by
volunteers as having substantial personal meaning and
spiritual significance. Furthermore, the volunteers attributed
to the experience sustained positive changes in attitudes and
behavior that were consistent with changes rated by friends
and family."


Muito embora neste trecho o autor relate que a psilocibina é capaz de gerar experiências místicas em indivíduos que participam regularmente de alguma atividade espiritual, eu mesma afirmo que era agnóstica até o dia em que passei pela experiência (e portanto a experiência mística caiu de paraquedas na minha vida, pois eu não estava procurando por isso). Não participava de nenhuma religião, fugi da comunhão católica quando criança, sempre achei igreja um saco e ainda 'zoava' com a cara de quem era religioso.

Nunca descambei para o ateísmo porque assim como o crente não era capaz de me provar a existência de Deus, sempre entendi que o ateu também não poderia provar a sua inexistência, então, enxergava que as duas proposições, embora contrárias, eram apoiadas pelo mesmo princípio: fé.

Sim, um ateu é um homem de fé, pois nenhum de seus argumentos lógicos é capaz de provar, no sentido estrito da palavra, qualquer coisa, então, ele se baseia única e exclusivamente em uma crença pessoal desprovida de suporte técnico, ou seja, se baseia na fé.

http://www.hopkinsmedicine.org/Press_releases/2006/GriffithsPsilocybin.pdf

Aliás, a palavra fé deriva do latim fide, que quer dizer confiança.

sábado, 16 de agosto de 2008

Especismo????




Estive pensando esses dias...

A perspectiva especista sempre me desagradou. Achava o cúmulo dar tratamento diferenciado à humanos em detrimento dos animais. Porém, percebi algo de contraditório na idéia, quando estava pensando sobre a questão da superpopulação mundial. Formou-se um certo paradoxo irreconciliável entre partes, e estou em uma... situação filosófica difícil.

Costumo atribuir à enorme população mundial os prejuízos não só ao ambiente natural, mas também às condições de vida humana individual. A super-população contribui para a escassez de recursos, para o desemprego, para a proliferação de doenças, além de nos atingir por ferir a nossa tendência intrínseca ao territorialismo. Definitivamente, um espaço mínimo de distância do outro é necessário para a manutenção de nossa sanidade mental.

Dentro das análises de causas X consequências do tema, me revoltava enxergar o tamanho da irresponsabilidade que é continuar a seguir esse caminho, ou seja, continuar a planejar filhos dentro do panorama em que estamos vivendo. Não que eu seja a favor de negar esse direito às pessoas, mas creio que é o bastante ter UM filho. Se cada casal tivesse apenas uma criança, dentro de alguns anos a população mundial seria reduzida à metade.

Entretanto, sabemos que QUALQUER espécie com vantagem seletiva sobre as outras irá crescer em progressão geométrica até que os recursos se esgotem. Porém, sendo o Homo sapiens dotado de consciência, somos capazes de reverter a situação, pois, como somos capazes de tomar conhecimento dela antes de seu ponto culminante, podemos reverter o quadro.

É aí que mora a minha dúvida... O anti-especismo reza a cartilha da igualdade de direitos entre espécies. Partindo dessa premissa, então sou obrigada a inocentar o Homem quanto à questão de seu impulso proliferativo, visto que, como já comentei anteriormente, qualquer outra espécie faria a mesma coisa que nós: Iria se proliferar até o alimento acabar e a população começar a decrescer por conta da mortalidade causada pela fome. Gafanhotos não pensam que estão sendo tiranos e estão tirando o direito de outras espécies sobreviverem quando atacam plantações e as destroem por completo. E ninguém dirá por aí que gafanhotos são egoístas por conta disso...

Porém, se eu resolver considerar o Homem culpado pela proliferação irresponsável que super povoa o mundo, terei de admitir que nossa espécie tem algo de especial, visto que nenhuma outra teria atitude diferente. Se eu cobro do Homem uma postura responsável, estou admitindo que ele difere das outras espécies, e, portanto, que está além delas em termos de planejamento inteligente, e então, estarei admitindo a superioridade do Homo sapiens frente a outras espécies.

O problema do anti-especismo é que, embora essa perspectiva dê à todas as outras espécies igualdade de direitos, dá ao Homem uma carga muito maior de deveres e cobranças. Por quê? Não somos, por acaso, todos iguais? Por que não nos revoltamos contra todas as espécies animais e vegetais que são parasitas, tais como carrapatos ou a Cuscuta racemosa (cipó-chumbo), já que estas também se valem da vida de outros para que possam existir? Vamos gritar para formigas e vespas que elas são especistas, visto que utilizam outros insetos, como escravos! Nossa, como elas são más, egoístas e sem coração! *

Será que se qualquer espécie adquirisse nossa capacidade intelectual, por conta de uma mutação aleatória (que justamente por ser aleatória, como defendem os evolucionistas, pode ocorrer a qualquer momento), os indivíduos que a compõem não fariam exatamente o que fizemos?

Talvez esse surto de “miguxice” (argh!) animal seja apenas o resultado da procura racional de razões para que as pessoas possam expressar suas tendências misantrópicas sem parecer esquisito àquele que está com raiva do mundo (e admito que eu mesma me encontro nesta posição várias vezes)... O Homem costuma buscar no intelecto soluções viáveis para dar vazão a seus pulsos emocionais, que por serem instintivos, possuem cunho intrinsecamente irracional. Na sociedade em que vivemos hoje, onde o sentir não é valorizado, mas sim o pensar, cobramos de nós mesmos motivos concretos e racionais para explicar nossos pulsos emocionais. É aí que na maior parte das vezes caímos na confusão. E no engano. Afinal de contas, não é porque a lógica está correta que a conclusão também o será, pois tudo dependerá das hipóteses iniciais escolhidas para ordenar o sistema lógico. Se partirmos da utilização de premissas erradas, ainda que a teoria resultante esteja bem ‘amarrada’ ela não passará de um monte de mentiras amontoadas de forma elegante. Nada mais nada menos que um delírio extravagante.

Estou cada vez mais inclinada a achar que tudo isso não passa de vaidade humana, pois, ao longo da História, parece que o principal passatempo do Homem é apontar o dedo para os outros, para poder afirmar sua superioridade frente a outros Homens, num dia colocando na cruz os negros, no outro judeus, pagãos, gays, etc. Não estou me excluindo desse grupo. Se eu me encarar segundo esta perspectiva, vejo que também sou bastante vaidosa e metida a Dona-da-Verdade, pois volta e meia aponto meu dedinho para aqueles que ainda insistem em ter uma penca de filhos, só que hoje já não sei mais se somos tão culpados assim, visto que somos tão animais quanto qualquer outro, e talvez a tão falada ‘consciência humana’ não passe de pretensão antropocêntrica. Mas eu estou ideologicamente ‘fora de moda’ nas minhas ‘perseguições’. Hoje pseudo-ambientalistas crucificam os que não partilham de seus dogmas ‘vegangélicos’. É o up to date do momento... Uau! É crème de la crème ser militante da causa animal.
(Sempre achei que tudo que se populariza se denigre. Será que assistiram muito Walt Disney e ficaram românticos com relação à maneira como olham para a Natureza, achando que todo animal é “bonzinho”?)**

Então das duas uma: ou me declaro anti-especista e usufruo de todos os direitos que os militantes da causa propõem aos animais, ou me declaro especista e me trato como um ser à parte dentro do ecossistema. Se declarar anti-especista e cobrar do Homem deveres que os animais não tem é constituir uma falácia.

Me pergunto, e amanhã, o que vai ser? Quem será o culpado dos males do mundo, o perseguido? A impressão que tenho é que mesmo nesta sociedade tão intelectualizada, lógica e racional em que vivemos, as pessoas nunca deixaram de acreditar no diabo. Ele só foi mudando de nome e forma ao longo do tempo... Hoje, se chama Homem.

De volta à Idade Média (se é que um dia saímos dela)...

*Polyergus rufescens são formigas que atacam outros formigueiros, roubam as pupas e criam-nas como obreiras (escravos). Tornaram-se totalmente dependentes destes escravos, ao ponto de, sem eles, serem incapazes de se alimentar.

Vespas Glyptapanteles depositam seus ovos no corpo da lagarta T. leucocerae, transformando-a em uma espécie de babá, alimentando e cuidando dos filhotes. Por fim, a lagarta morre
http://www.sciencedaily.com/releases/2008/06/080604074916.htm

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** Em tempo: golfinhos praticam estupro grupal e infanticídio
http://www.visoesdavida.globolog.com.br/archive_2008_02_09_34.html

Pombos são obrigados a chocar ovos de cuco, e, se eles por acaso se recusam, os cucos destroem os ovos dos pombos mais fracos ou, então, bicam seus filhotes até matá-los.
http://super.abril.com.br/superarquivo/1996/conteudo_33150.shtml

Cientistas escoceses documentaram casos de chimpanzés fêmeas que mataram as crias de rivais da mesma espécie, em uma tentativa de proteger seu território.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/05/070515_chimpanzesmatapu.shtml



Update: Só para não perder o costume, um sonzinho que considero bastante oportuno para acompanhar a leitura: