segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Zeitgeist, o Filme

Eu queria ser só uma mosquinha pra poder olhar pra cara dos que vivem acusando Jesus de ser um hoax quando eles lerem isso aqui... Não sei de quem ele era filho, se fazia milagres ou se era ilusionista, mas pelo menos não vou ter mais que aguentar a velha ladainha chata de quem fica falando que ele não existiu, baseado apenas no próprio achismo, e que ainda tem o desplante de fazer isso usando de toda arrogância intelectual disponível na sua cartola.

Dedico este post aos criadores e fãs de "Zeitgeist, o Filme".

"14/09/08 - 09h05
Existência histórica de Jesus Cristo é inquestionável, afirmam especialistas

Fontes cristãs, judaicas e pagãs evidenciam historicidade do homem.
Menções lacônicas fora do Novo Testamento mostram desimportância.

Reinaldo José Lopes Do G1, em São Paulo

Viciados em teorias da conspiração adoram a idéia: Jesus nunca teria existido. As histórias sobre sua vida, morte e ressurreição que chegaram até nós seriam mera colagem de antigos mitos egípcios e babilônicos, com pitadas do Antigo Testamento para dar aquele saborzinho judaico. Na prática, Cristo não seria mais real do que Osíris ou Baal, dois deuses mitológicos que também morreram e ressuscitaram.

No entanto, para a esmagadora maioria dos estudiosos, sejam eles homens de fé ou ateus, a tese não passa de bobagem. A figura de Jesus pode até ter “atraído” elementos de mitos antigos para sua história, mas temos uma quantidade razoável de informações historicamente confiáveis sobre ele, englobando pistas de fontes cristãs, judaicas e pagãs.

De Paulo a Tácito

Começamos, no Novo Testamento, com as cartas de São Paulo, escritas entre 20 anos e 30 anos após a crucificação do pregador de Nazaré. Cerca de 40 anos depois da morte de Jesus, surge o Evangelho de Marcos, o mais antigo da Bíblia; antes que o século 1 terminasse, os demais Evangelhos alcançaram a forma que conhecemos hoje. A distância temporal, em todos esses casos, é a mais ou menos a mesma que separava o historiador Heródoto da época da guerra entre gregos e persas, que aconteceu entre 490 a.C. e 479 a.C. – e ninguém sai por aí dizendo que Heródoto inventou Leônidas, o rei casca-grossa de Esparta.


Outra fonte crucial é Flávio Josefo, autor da obra "Antigüidades Judaicas", também do século 1. O texto de Josefo sofreu interferências de copistas cristãos, mas é possível determinar sua forma original, bastante neutra: Jesus seria um “mestre”, responsável por “feitos extraordinários”, crucificado a mando de Pilatos, cujos seguidores ainda existiam, apesar disso. Duas décadas depois, o historiador romano Tácito conta a mesma história básica, precisando que Jesus tinha morrido na época de Pilatos e do imperador Tibério (duas referências que batem com o Novo Testamento).

Esses dados mostram duas coisas: a historicidade de Jesus e também sua relativa desimportância diante das autoridades romanas e judaicas, como um profeta marginal num canto remoto e pobre do Império."

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

PREENCHA SEU VAZIO INTERIOR!
COMPRE ALGUMA COISA.

domingo, 7 de setembro de 2008

Extra, Extra!

Senhoras e senhores...

Uma salva de palmas à disgenia!

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI11982-15228,00-MAMAE+E+DOWN.html

Porque, pelo tom da reportagem da revista e teor dos comentários, correr 50% de risco de passar à frente anomalias genéticas já está sendo visto como normal.

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Medéia contra-ataca!

http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL738243-5605,00.html

Mitos não são só historinhas pra boi dormir...

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Ué... Só gado de corte é que contribui para o efeito estufa? Porque na América do Norte pré-colonização, o número de búfalos que habitavam essa região era enorme... E o tal do efeito estufa não era verificado na época... Mas vai saber, né? Vai ver a emissão de gases é diferente de espécie pra espécie... [sarcasmo mode off]

http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI3163798-EI8278,00-IPCC+menos+carne+reduziria+mudanca+climatica.html

Interessante que no mesmo bloco de reportagens, o nitrogênio aparece como vilão coadjuvante no dramalhão mexicano da questão do aquecimento climático. E adivinhem qual a atividade responsável pela maior emissão desta substância no meio ambiente? Agricultura, por conta dos fertilizantes usados...

http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI3161502-EI8278,00-Aquecimento+global+nitrogenio+e+o+novo+vilao.html

Um pouquinho de informação a mais sobre o tema:
http://www.extension.iastate.edu/agdm/articles/others/TakApr08.html

Só Bjorn Lomborg salva! Aleluia!

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Algo de bom para alegrar o domingo? Texto de Reinaldo José Lopes, que transcrevo na íntegra, mas que pode ser encontrado em:http://www.visoesdavida.globolog.com.br/archive_2008_09_08_68.html

"Faça a coisa certa

Os leitores desta coluna talvez se lembrem da mania do escriba que vos fala de introduzir assuntos com alguma citação literária afrescalhada. Só para não perder o costume, anotem aí: Nature, red in tooth and claw – “Natureza, rubra em dente e garra”, dizia o britânico Alfred, Lorde Tennyson, em seu poema “In Memoriam A.H.H.”, de 1849. A obra é dez anos mais velha que “A Origem das Espécies”, de Darwin, mas esse pedaço de verso acabou virando uma das caricaturas favoritas do mundo visto pelas lentes da seleção natural. A natureza darwiniana, tal como a do poema, seria essencialmente sanguinolenta – um lugar desagradável e amoral, no qual tudo é permitido em nome do sucesso reprodutivo. Certo e errado? Ora, isso é para os fracos.

Alguns dos inimigos ferrenhos da biologia evolutiva deitam e rolam em cima dessa caricatura, argumentando que aceitar a seleção natural como o principal mecanismo gerador da diversidade da vida equivale a atirar pela janela as conquistas mais caras à moralidade ocidental. Vamos deixar de lado o detalhe de que um fato rejeitado pela nossa ideologia não vai embora nem deixa de ser um fato por causa disso. Deixemos de lado, também, a boa e velha falácia naturalista, que eu já tive ocasião de malhar aqui mais de uma vez: dizer que algo é natural não equivale a dizer que aquilo é o certo. A questão aqui é mais básica. OK, a biologia evolutiva ensina que os seres vivos às vezes são um bocado filhos da mãe quando querem passar seus genes adiante, mas também sugere que o nosso senso de certo e errado pode ser usado para os mesmíssimos fins. Ser bondoso e compassivo, do ponto de vista da seleção natural, pode ser uma estratégia tão válida quanto tentar passar a perna em todo mundo. E é isso que quero demonstrar nos próximos parágrafos.

Voz do coração
Como é sempre bom começar no nível micro para depois chegar ao macro, lembremo-nos, em primeiro lugar, de que nenhum homem é uma ilha. Aliás, nenhum primata é uma ilha, poucos mamíferos são uma ilha, e há inúmeras espécies de vertebrados e invertebrados que jamais serão ilhas. A vida em sociedade é uma excelente estratégia evolutiva, “inventada” (inconscientemente, claro, pelamordeDeus) inúmeras vezes reino animal afora. E a essência da vida social é a interdependência entre os membros do grupo. Antes que os humanos criassem a monarquia absoluta e o monopólio da força (leia-se: da capacidade de encher os outros de porrada) pelo Estado, nenhum animal era poderoso o suficiente para fazer o que quisesse com os membros de seu grupo. Embora os aproveitadores sempre façam das suas, há uma recompensa clara para as sociedades capazes de detectá-los e puni-los.

Essa é uma das raízes das nossas emoções sociais: nosso senso de justiça, a raiva que sentimos diante de trapaceiros e safados em geral, parece derivar diretamente da necessidade de manter os trapaceiros sob controle e salvaguardar as vantagens da vida em grupo. A segurança ligada a andar em bando, o compartilhamento de comida, o uso de sentinelas para alertar contra predadores, entre outros prós de viver em sociedade, são maximizados para todos se ninguém resolver bancar o espertinho.

De forma mais positiva, a vida em grupo também impulsiona instintos como a empatia e a solidariedade, em especial porque, ao conviver no mesmo elemento social, a tendência é que haja interações repetidas entre os vários membros do bando. Passa a valer o lema de que uma mão lava a outra: o instinto de ajudar um companheiro necessitado, que vai se lembrar da boa ação mais tarde, reverte-se em vantagem para você quando for a sua vez de estar em apuros.

Parece até piada, mas os morcegos-vampiros, esses monstrinhos legendários, representam o caso mais saliente de troca de gentilezas do gênero mencionado acima. É relativamente comum que, se um dos bichos alados obtém uma quantidade particularmente substanciosa de sangue em dada noite, ao menos algumas gotas do líquido vão para outro morcego que não conseguiu caçar e poderia morrer de inanição. E o favor costuma ser devolvido com freqüência.

Um conto de dois prisioneiros
Até aqui, espero que tudo esteja fazendo sentido. Temos, no entanto, um problema. Uma sociedade muito certinha, em que todo mundo cumpre as regras, pode se tornar presa fácil de trapaceiros que tomam partido da incapacidade dos outros de coibir sua ação. Afinal, beneficiar-se da proteção social sem ter de pagar o preço da reciprocidade (ou seja, de também seguir as regras) pode ser muito bom para o trapaceiro e sua descendência. Com isso, a confiança que é a base de qualquer interação social corre o risco de se esvair e levar tudo para o buraco. Trata-se, no fundo, de uma variante do famoso Dilema do Prisioneiro, um dos jogos mais simples e fascinantes que existem.

O nome vem do cenário mais comum para o jogo, que na verdade envolve dois prisioneiros. Imagine que você e um comparsa cometeram um crime, foram parar no xilindró e estão aguardando julgamento em celas separadas. E, separadamente, são interrogados. Cada um dos policiais que estão tentando cooptar vocês oferece a liberdade caso um resolva dedar o outro. Se nenhum de vocês entregar o outro, o mais provável é que ambos cumpram uma pena leve e sejam libertados. Se um trair o companheiro, sai livre, enquanto o outro pega uma pena pesada. E, se os dois optarem pela traição, ambos ficam atrás das grades.

A perversidade da coisa é que, racionalmente, sempre vale a pena trair. Afinal, você e seu comparsa estão incomunicáveis, e ninguém gostaria de correr o risco de ficar na posição de trouxa, demonstrando lealdade enquanto o “companheiro” pode sair da cadeia te colocando na fogueira. O exemplo da cadeia é só uma das encarnações do dilema do prisioneiro. Pode-se muito bem argumentar que a corrida nuclear é uma versão apocalíptica do jogo: não é à toa que os americanos costumavam dizer Better dead than red (Melhor morto do que comunista) no auge da Guerra Fria. Como justificar o desarmamento se seu oponente tem um arsenal suficiente para acabar com a sua civilização? É melhor se armar até os dentes também e garantir, pelo menos, que você também vai aniquilar o safado caso alguém seja estúpido o suficiente para apertar o botão.

A sombra do futuro
Há, no entanto, uma saída honrosa para o Dilema do Prisioneiro. Basta que, no dizer dos especialistas em teoria dos jogos, a “sombra do futuro” seja longa. Quer dizer, é necessário que interação entre os oponentes ocorra durante um intervalo significativo de tempo, e não numa única vez. No fundo, isso está muito mais próximo do mundo real: como ninguém vive no anonimato, é bem provável que, se passarmos a perna em alguém no nosso trabalho ou no nosso grupo de amigos, essa pessoa terá a chance de revidar no futuro.

Ora, anos atrás, o cientista político americano Robert Axelrod organizou uma série de competições envolvendo o Dilema do Prisioneiro com uma “sombra do futuro” longa, de 200 rodadas. Axelrod convocou cientistas de todos os calibres para elaborar estratégias – programas de computador que competiriam uns contra os outros para ver quem levaria mais pontos no jogo. A pontuação era o equivalente matemático dos resultados do dilema: uma recompensa considerável quando os dois jogadores cooperassem, uma recompensa gigante para o traidor no caso de seu oponente não trair, uma punição severa para ambos caso os dois traíssem.

Dezenas de programas diferentes se enfrentaram, num esquema todos contra todos, e a pontuação foi computada. O vencedor? Um programa tão simples que seu criador, o finado psicólogo americano de origem russa Anatol Rapoport (1911-2007), só precisou de quatro linhas de código computacional para montá-lo. Seu apelido? “Tit for Tat” ou “Olho por Olho”. As instruções envolviam, primeiro, sempre cooperar na rodada inicial do jogo. Depois, o programa era orientado a copiar a jogada de seu oponente na rodada anterior. Se ele cooperava, o Olho por Olho também cooperava; se traía, ele retaliava a traição.

Duas características do Olho por Olho saltam aos nossos olhos como essencialmente morais. Ele não é maldoso, ou seja, nunca inicia um ciclo de traições. E não é rancoroso: se você for bonzinho com ele, a cooperação será constante, e ambos sairão lucrando sem parar. Finalmente, ele não é um idiota: deixa claro que há conseqüências sérias para o ato de passar a perna nos outros só para levar vantagem. Essa combinação se mostrou tão vencedora que nenhuma simulação do Dilema do Prisioneiro até hoje conseguiu trazer à baila um programa que derrotasse o Olho por Olho.

Longe de mim querer bancar o Obi-Wan Kenobi, mas tudo isso talvez indique que deveríamos confirmar mais nos nossos instintos sociais e ter uma visão menos pessimista de como a seleção natural nos moldou. Gentileza e compaixão, se temperadas com justiça, aparentemente são características de vencedores, e não de perdedores, como às vezes querem nos fazer crer. Nos dilemas do prisioneiro que enfrentamos todo dia, dá para tentar fazer com que todo mundo deixe de ver o sol nascer quadrado."

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E trilha sonora sempre é legal... Ainda mais quando vem do mestre Raul

As Aventuras De Raul Seixas na Cidade de Thor


Tá rebocado meu compadre
Como os donos do mundo piraram
Eles já são carrascos e vítimas
Do próprio mecanismo que criaram


O monstro SIST é retado
E tá doido pra transar comigo
E sempre que você dorme de touca
Ele fatura em cima do inimigo


A arapuca está armada
E não adianta de fora protestar
Quando se quer entrar
Num buraco de rato
De rato você tem que transar


Buliram muito com o planeta
E o planeta como um cachorro eu vejo
Se ele já não aguenta mais as pulgas
Se livra delas num sacolejo

Hoje a gente já nem sabe
De que lado estão certos cabeludos
Tipo estereotipado
Se é da direita ou dá traseira
Não se sabe mais lá de que lado


Eu que sou vivo pra cachorro
No que eu estou longe eu tô perto
Se eu não estiver com Deus, meu filho
Eu estou sempre aqui com o olho aberto


A civilização se tornou complicada
Que ficou tão frágil como um computador
Que se uma criança descobrir
O calcanhar de Aquiles
Com um só palito pára o motor


Tem gente que passa a vida inteira
Travando a inútil luta com os galhos
Sem saber que é lá no tronco
Que está o coringa do baralho


Quando eu compus fiz Ouro de Tolo
Uns imbecis me chamaram de profeta do apocalipse
Mas eles só vão entender o que eu falei
No esperado dia do eclipse


Acredite que eu não tenho nada a ver
Com a linha evolutiva da Música Popular Brasileira
A única linha que eu conheço
É a linha de empinar uma bandeira


Eu já passei por todas as religiões
Filosofias, políticas e lutas
Aos 11 anos de idade eu já desconfiava
Da verdade absoluta


Raul Seixas e Raulzito
Sempre foram o mesmo homem
Mas pra aprender o jogo dos ratos
Transou com Deus e com o lobisomem