quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Caos, Reconstrução, Transmutação, Metamorfose.


O título da postagem corresponde à minha definição de interesses, contida no meu perfil deste blog. Essas palavras ali estão, porque são uma boa definição do que eu vivo, e, por isso é que me despertam interesse. Peixes, Sagitário, Gêmeos e Virgem são os signos mutáveis, e tenho vários planetas posicionados nos três primeiros. Dos nove astros considerados mais importantes num mapa, tenho seis deles caindo nos mesmos. Resultado: Quem eu sou hoje nada tem de semelhança com quem eu fui há poucos meses atrás e provavelmente também será diferente do que eu for amanhã. Caos, Reconstrução, Transmutação e Metamorfose sempre fizeram parte da minha vida, e, provavelmente, nunca deixarão de fazer, embora eu admita que os períodos compreendidos pela fase "Caos" sejam tensos... Mas as épocas de Reconstrução sempre me aguçam a curiosidade, que me faz beber em outras fontes inspiradoras e interessantes e que por sua vez induzem à Transmutação&Metamorfose. Já perdi as contas de quantas vezes "morri"...

Hoje acordei de um sonho bom. Me levantei da cama inspirada, feliz mesmo, assim, daquelas felicidades à toa. Fui regar as plantas antes de sair para o trabalho, e um daqueles instantes contemplativos aconteceu. Escrevi no post abaixo um pequeno texto de Huxley que expressa bem a minha sensação naquele momento, então, não há necessidade de explicações extras para tal. Quando voltei do trabalho, percebi que meu amigo me havia deixado o seguinte comentário neste mesmo post, e isto me fez refletir bastante:
"Esses breves momentos, fazem bem a quem os tem.
Gostei!"
Embora Huxley tenha escrito a descrição do momento magistralmente, nem ele e nem eu conseguiremos explicar através de palavras o que sentimos nessas horas. Na verdade, eu sempre soube disso, pois antes de viver tal experiência, eu não conseguia compreender significativamente do que se tratava, ainda que lesse uma enciclopédia inteira à respeito do assunto. Só o sabe quem sentiu.

Isto é algo tão rico, tão intenso, tão sublime que sempre acreditei que todas as pessoas deveriam viver isso também. Mas como fazer isso?

Então a idéia dos enteógenos me ocorreu. A verdade é que este tipo de sensação volta e meia me arrebatava, mas com duração de uns poucos segundos e a experiência era sempre espontânea, por mais que me esforçasse, não achava o gatilho para detoná-la. Quando experimentei enteógenos pela segunda vez, consegui prolongá-la por horas e descobri aí um start, que julguei ser seguro para todos.

Comecei aí minha "catequese", levada por dois motivos. Um deles altruísta, porque assim como eu me transformei em alguém mais feliz after mushrooms, acabei concluindo que todos que os experimentassem também o seriam. Havia tido a sensação mais intensa, mais plena, que me traduziu a maior felicidade da minha vida, estava serena, me sentia cheia de amor e queria dividir isso com o mundo, até porque também acreditava que isso poderia fazer um mundo melhor, porque pelo menos no meu caso, a compaixão é proporcional à minha sensação de felicidade. Se eu estiver infeliz, não consigo ajudar ninguém, mas quando estou bem, sinto enorme prazer em dividir o que estou sentindo. Mas, para meu desgosto egocêntrico, o mundo não é um espelho - geralmente as pessoas são latifundiárias com relação à própria felicidade mas rapidamente se transformam em defensoras da reforma agrária quando estão infelizes... O outro motivo era egoísta: Estava cansada de tentar explicar o que tinha vivido e ninguém mais próximo no meu círculo de amizades entender, só encontrando meus irmãos-de-sensação na literatura. Isso me levava a sofrer de "solidão transcendental"...

Virei uma espécie de Tim Leary tupiniquim, discursava, explicava, incentivava - com um fanatismo confesso - o contato com os Psilocybes, que se transformaram em um tipo de religião para mim, tamanho o fervor com o qual eu partia em defesa de seu consumo. Tudo ia bem, até o carro começar a sair dos trilhos.

O entendimento obtido por mim através do uso dessa ferramenta, me empurrou rumo à uma filosofia de vida um tanto quanto hippie. Sentia que o sistema aprisionava as pessoas, que não as deixava desenvolver habilmente suas potencialidades, que todos deveriam ter direito a vidas mais dignas com menos trabalho para que pudessem ter tempo livre para refletir acerca de si mesmos, e portanto, sentia também que a cobiça por acúmulos financeiros egoístas era um grande inimigo em potencial, afinal uma das premissas básicas era o "tudo é de todos". Sentia que o amor como o vemos hoje nada mais é que um contrato de posse sem sentido algum e que o amor em sua forma mais elevada deveria ser livre, desprovido de cobranças e rancores. Sentia que para ser coerente com a nova visão, deveria ter uma alimentação cruelty free, e não matava nem baratas (na verdade já era vegetariana há dois meses quando a experiência ocorreu, mas não com tanto entusiasmo). Tudo muito bonito. Na minha imaginação e no papel.

Bem, minha mudança filosófica me levou ao encontro de novas pessoas, e procurava por aquelas que me pareciam compartilhar do mesmo entendimento e que em sua maioria eram também usuárias de enteógenos. Como numa nova paixão tudo são flores - pois a paixão nada mais é que uma ilusão de cores berrantes e ofuscantes - me senti em família quando achei que as tinha descoberto. Mas como só o tempo é o senhor da razão, ao olhar mais de perto para o castelo, vi que este fôra construído sobre um pântano.

Por mais que a filosofia que eu havia adotado fosse realmente de coração, cheia das melhores intenções, ela tem um lado negativo que eu não estava conseguindo enxergar, e isso só aconteceu quando fui verificar como a coisa era posta em prática, fora do campo idealístico. Ao considerar o sistema algo aprisionante e ser contra o abastado egoísta, algumas pessoas acabam por distorcer essa premissa como uma licença para o desenvolvimento de atividades ilícitas que as sustentem sem que precisem se esforçar para obter isso. Para ser mais clara, alguns passam a considerar o roubo prática normal, já que "tudo é de todos" e portanto não há propriedade privada que mereça respeito. A idéia do amor livre se transforma em desculpa hipócrita para a libertinagem vulgar, e desprovida de qualquer amor real. A ideologia da alimentação cruelty free torna em inimigos todos aqueles que não são adeptos dela, e deixa de ser uma doutrina de amor para se transformar em uma pregação contínua - e sem culpas - de ódio e intolerância.

Comecei a me sentir membro da família Mason, prestes a iniciar o Helter Skelter! Esse mal estar me levou de encontro à repugnância.

Como disse meu amigo no comentário que me deixou, esses breves momentos fazem bem a quem os tem. Eu estava redondamente enganada quanto ao fato de que todas as pessoas teriam a mesma sensação que eu tive após o meu uso da ferramenta. Existem alguns que simplesmente não vislumbrarão o êxtase transcendente desta forma (quem sabe nem dessa e nem de outra maneira, ou talvez exista um gatilho diferente para cada um, vai saber?), e que possivelmente ainda usarão a ferramenta de forma negativa, manchando o nome não só da substância em si, como da filosofia para a qual ela pareceu automaticamente me empurrar. Leary, Huxley e Hoffman chegaram a discutir sobre o fato, sendo Leary o único a defender a distribuição maciça de enteógenos, enquanto os outros dois sempre pareceram mostrar reservas quanto à essa prática, pois acreditavam que os benefícios não se estenderiam à todos. Huxley, sempre profeta, deve ter vislumbrado as distorções da idéia-tema que estavam por vir quando esta se pulverizasse no meio daqueles que não tinham chegado realmente à transcendência, mas ficado apenas às suas margens.

Não deixei, e provavelmente nunca irei deixar de sonhar com um mundo melhor, já que isso faz parte de mim arquetipicamente ("Não sou nada./Nunca serei nada./Não posso querer ser nada./À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo."), mas a cada dia que passa, percebo que a única coisa que posso fazer realmente pelo mundo não está lá fora... Nunca acreditei na caridade paternalista, pois creio ser ela um paliativo que além de não resolver o problema, em vários momentos ainda o estimula. Creio em educação, mas não da maneira como ela é feita hoje tanto pelos pais quanto pelas instituições. Nos atuais moldes mais parece um adestramento que uma ferramenta de desenvolvimento da consciência. E qualquer adestrado sonha com o momento da fuga das garras de seu Senhor... Religiões, seitas, crenças e ideologias de massa empurram as pessoas rumo à intolerância em relação aos que não partilham das mesmas. E na verdade, se eu encontro um indivíduo hipotético qualquer, sentado no banco da praça, consigo imaginar um milhão de maneiras de lhe fazer mal... Posso xingar, cuspir, bater nele, tentar matá-lo... Mas não terei certeza do que poderia lhe fazer para o seu bem, porque fazer o bem é incomparavelmente mais difícil que fazer o mal. E talvez, se eu inclusive fosse o gênio da lâmpada e me apresentasse para este indivíduo imaginário disposta a lhe conceder um único desejo, ele não soubesse o que pedir... Então, pelo menos por enquanto, ou até minha próxima "morte", a única coisa que posso me esforçar para melhorar realmente é a mim mesma, pois se a Humanidade, se vista de certa distância, pode ser considerada como um gigantesco organismo, cada um que melhorar a si mesmo já faz um bem ao Todo.

E creio já ser um ótimo começo.

"Estava eu sentado, perto do mar, a ouvir com pouca atenção um amigo meu que falava arrebatadamente de um assunto qualquer, que me era apenas fastidioso. Sem ter consciência disso, pus-me a olhar para uma pequena quantidade de areia que entretanto apanhara com a mão; de súbito vi a beleza requintada de cada um daqueles pequenos grãos; apercebia-me de que cada pequena partícula, em vez de ser desinteressante, era feito de acordo com um padrão geométrico perfeito, com ângulos bem definidos, cada um deles dardejando uma luz intensa; cada um daqueles pequenos cristais tinha o brilho de um arco-íris… Os raios atravessavam-se uns aos outros, constituindo pequenos padrões, duma beleza tal que me deixava sem respiração… Foi então que, subitamente, a minha consciência como que se iluminou por dentro e percebi, duma forma viva, que todo o universo é feito de partículas de material, partículas que por mais desinteressantes ou desprovidas de vida que possam parecer, nunca deixam de estar carregadas daquela beleza intensa e vital. Durante um segundo ou dois, o mundo pareceu-me uma chama de glória. E uma vez extinta essa chama, ficou-me qualquer coisa que nunca mais esqueci que me faz pensar constantemente na beleza que encerra cada um dos mais ínfimos fragmentos de matéria à nossa volta."


Amo Huxley, mas confesso que as vezes sinto raiva dele. Porque ele já escreveu tudo aquilo que eu gostaria de um dia escrever. Além disso, em diversas ocasiões tenho a impressão que ele já havia lido minha alma, sabia dos meus passos e das experiências que eu teria, mesmo antes que eu nascesse, o que só ocorreu anos depois de sua própria morte.

domingo, 26 de outubro de 2008

Ontem, na porta de casa, fui abordada pela minha vizinha, que me perguntou em quem eu iria votar. Devolvi a pergunta, e ela, munida de um jornal com a foto dos candidatos disse para mim:

- Vou votar no Paes. Olha como ele é bonitão. O outro é velho.


(...)


Sem mais.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Tá na cara?

Cruzando algumas das "Faixas de Gaza" que abundam no Rio de Janeiro e trazendo de volta à lembrança alguns rostos que costumam estampar os jornais nas seções criminais, chego à conclusão de que no dia em que o pensamento politicadebilmente corretóide (politicamente correto+debilóide) deixar de ser imposto, as pessoas ainda vão perceber que as teorias acerca da antropologia criminal de Cesare Lombroso (que foram substituídas por aquelas baseadas apenas em causas ambientais), embora não possam ser todas levadas ao pé da letra, tinham lá a sua parcela de razão... Entre os entusiastas da fisiognomonia há uma gama de pensadores que vai desde Aristóteles à Goethe.
E isso de forma alguma é pré-conceito, porque por muito tempo defendi exatamente o contrário.
É pós-conceito mesmo...

Ou vai ver tudo não passa de coincidência, né?

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Feitiço Boomerang

"O treino de dessensibilização consiste em colocar, de forma gradual, o paciente numa situação que lhe provoque medo e ansiedade, para que este deixe de se sentir activado de forma fisiológica. Esta técnica pode ser realizada ao vivo ou em imaginação (Pires, 2003). Este procedimento foi utilizado algumas vezes em terapia individual, apenas em forma de imaginação, em pacientes que apresentavam quadros de alguns tipos de fobias."


Que a Internet foi inundada de propaganda pró-vegetarianismo, todo mundo já sabe. E creio que todo mundo já viu algum videozinho chocante, editado sensacionalisticamente com o intuito de arrebanhar mais seguidores para o 'lado miguxo da força'. Eu admito, o material visual é forte, revulsivo, mexe com as nossas entranhas, consegue levar o espectador à um clímax de intolerância contra os tipos de prática que ali são apresentadas, exatamente do modo como os responsáveis por estas mídias querem deliberadamente que aconteça. O problema é que daqui a pouco o feitiço vai acabar virando contra o feiticeiro.

Geralmente é a população urbana que levanta a voz contra o onivorismo após assistir à esses vídeos, desacostumada que está ao fato de que a carne não nasce no açougue, que o leite não brota em forma de caixinhas nas prateleiras dos supermercados, etc. Se o meu leitor procurar conversar com habitantes das áreas rurais, habituados a ter granjas, chiqueiros, alguma vezes até algumas cabeças de gado em pequenos sítios, não ouvirá deles qualquer objeção ao consumo de carne, afinal de contas, eles mesmos costumam matar os animais que criam com o intuito de se alimentar deles, e não ficam chocados com imagens sangrentas, ruídos ou os espasmos que acompanham a morte dos animais. A morte virá para todos nós, e creio que ninguém que tenha consciência da proximidade dela achará o fato confortável. Provavelmente terá uma última crise de pânico antes do derradeiro instante, ao dar de cara com a certeza de estar sendo conduzido à força rumo ao inexorável desconhecido. Mas fazer o quê? A ordem da vida é a morte, é a nossa única certeza, e ela só choca quem não está acostumado a vê-la de perto.

É óbvio que, salvo o caso dos depressivos, ninguém quer morrer. A entidade da Vida tem por atividade primordial cobiçar mais e mais vida, se multiplicar, passar à frente seus genes, se perpetuar. O sonho da imortalidade não é exclusividade do Homem, muito embora as demais espécies não concebam esta idéia como nós, mas apenas em forma de instinto. O instinto serve à todo e qualquer ente vivo com o propósito de mantê-lo nesta referida condição - vivo - sem que ele precise processar conscientemente o significado da morte.

Entretanto, esta é uma lei infalível, pelo menos enquanto ainda tivermos entraves tecnológicos que nos impossibilitem de tornarmos o sonho realidade, e aqueles que estão mais intimamente em contato com a Natureza parecem ser mais condescendentes com a morte que nós, que geralmente só temos contato com ela em algum velório de parente. Mas aquele que assiste à partida de xadrez entre a vida e a morte diariamente, pois vive em ambiente menos descaracterizado que o nosso, nada concebe de errado em matar com fins de alimentação, pois isso faz parte de seu dia-a-dia. Ele vê os pássaros, as cobras, em determinadas regiões pequenos felinos, peixes, jacarés, etc. executando esta ação todos os dias, então, este indivíduo não consegue sequer compreender a raiz de qualquer julgamento moral negativo quando chega a vez dele fazer o mesmo, afinal, ele não esboça qualquer tipo de juízo moral quando assiste isso acontecer.

O mesmo nem sempre se dá com o típico urbano. Certa vez vi um documentário daqueles à moda Animal Planet, onde algumas orcas perseguiam focas... e essas focas eram a coisa mais fofa do mundo (É, eu tenho minhas crises de miguxice também)! Confesso que fiquei com um pouco de raiva das orcas, mesmo sabendo que, na condição de animais, elas não mereciam tal juízo. Fiquei com raiva pois fiquei chocada. E minha raiva era ainda mais injustificada, pois afinal de contas, aquilo fazia parte da lei natural da cadeia alimentar, que o habitante da área rural, mesmo sem nunca ter ouvido falar em Darwin, parece compreender perfeitamente - até melhor que muita gente culta por aí. Se somos impossibilitados de julgar moralmente os animais e suas atividades, é porque consideramos o comportamento deles natural e isto faz com que eles passem a contar com a proteção do "Certificado de Isenção de Crueldade", afinal eles estão acima do bem e do mal, é quase como possuir uma espécie de imunidade diplomática à ameaça de serem taxados de maus ou bons, pois há o pressuposto de que eles não tem consciência do que fazem. (Lembrando que a palavra "supor" vem do latim supponere, e quer dizer: estabelecer ou alegar por hipótese; julgar, conjecturar; considerar; presumir; imaginar.)

Mas para a população urbana, a morte é algo perturbador. Urbanóides possuem uma visão romântica da Natureza, e, portanto, não conseguem enxergar o Homem como parte dela, por conta da distância imposta pelo nosso habitat asfaltado e pelas caixinhas de cimento que ocupamos. Segundo a visão que impera na atualidade, somos praticamente extraterrestres destruidores, o câncer do mundo. Ferimos o ideal de pureza que cerca a dourada visão de Gaia. Parece que se esqueceram que evoluímos de outras espécies, e que, se somos como somos, não é apenas por conta do telencéfalo evoluído e o polegar opositor. Somos frutos do meio, imitamos o que vemos. Nosso impulso construtor de cidades e engendrador de sistemas é tão grande como o de cupins ou abelhas*. Nossas relações sociais guardam semelhanças às de qualquer espécie animal que viva em grupo (E não me digam que somos a única espécie que mata seus semelhantes. Algumas fazem isso de maneira bastante chocante e estratégica até). Cultivamos nosso alimento como as formigas o fazem quando cultivam fungos com o objetivo de usá-los na alimentação. Mas agora, está no ar a "Maldição do Topo da Cadeia Alimentar". Parece até que por ocuparmos esta cadeira estamos infectados pelo anel de Gollum! Almejamos tanto o poder de controlar tudo, que corremos o risco de destruir a Terra Média se nossa pretensão de superioridade dada pelo poder não sucumbir! Bem, creio que qualquer espécie aceitaria essa maldição de bom grado e trocaria de lugar conosco num piscar de olhos!

Voltando ao tema central, vimos que há uma grande diferença no pensamento do habitante rural em relação ao habitante urbano no que diz respeito à naturalidade com que ambos enxergam a morte, pois um está mais acostumado que o outro a este fenômeno. Bem, seguindo este raciocínio, o que vocês acham que acontecerá daqui a pouco, quando vídeos como "A Carne É Fraca" se tornarem lugar-comum, vistos, revistos, discutidos, debatidos, assistidos em câmera lenta, quadro a quadro, em praças públicas, blábláblá, enfim? A única conclusão que posso chegar está nos versos de uma música do Paralamas do Sucesso, "O Beco":

No beco escuro explode a violência
Eu tava preparado
Descobri mil maneiras de dizer o seu nome
Com amor, ódio, urgência
Ou como se não fosse nada
No beco escuro explode a violência
Eu tava acordado
Ruínas de igrejas, seitas sem nome
Paixão, insônia, doença
Liberdade vigiada
No beco escuro explode a violência
No meio da madrugada
Com amor, ódio, urgência
Ou como se não fosse nada
Mas nada perturba o meu sono pesado
Nada levanta aquele corpo jogado
Nada atrapalha aquele bar ali na esquina

Aquela fila de cinema
Nada mais me deixa chocado

Nada!

Como disse anteriormente, a chance do feitiço virar contra o feiticeiro é grande, pois, ao ser exposta constantemente ao mesmo estímulo por tempo prolongado, a população deixará de reagir ao mesmo sensivelmente, depois da onda de choque inicial ter passado.

Sinceramente? Cada um na sua, não sou mais vegetariana e não me incomodo com o fato dos vegetarianos existirem. Entretanto considero a estratégia de marketing do movimento estúpida. Eu até agradeço e julgo que obtive um certo crescimento pessoal ao assistir este circo montado por eles, pois, ao observá-los me vi no espelho, e percebi o quanto eu também era fanática e como a síndrome de jesuíta estava fortemente instalada em mim, pois também queria converter os outros às minhas verdades, me tornando inclusive violenta e julgando aqueles que não partilhavam das minhas idéias como seres medíocres. A observação de alguns seguidores extremistas desse tipo de dieta me fez vislumbrar o quão afastada do bom senso eu estava - para muitos destes a ética é questão de ordem, mas eles só a utilizam quando se trata de animais não-humanos. Aos desgraçados humanos, que são culpados só por serem humanos, os piores tratamentos podem ser dispensados, afinal são um 'câncer'.


Medidas extremas colocam a opinião pública contra qualquer causa. Induzir as pessoas ao estado de revolta leva-as a cometer sandices que no fim das contas só irão depor contra o que elas mesmas estão defendendo, daí a burrice dos radicais. Nunca conseguem nada pois tem a mente limitada, só enxergam um palmo à frente do nariz e não além.

Bulir com os deuses também é uma péssima idéia. Não, não estou falando de nada que tenha caráter transcedental. Cada época cultua um Deus diferente, e na que vivemos não existe coisa mais sagrada que a Ciência, essa divindade sem forma e que mesmo em constante mutação e se contradizendo a cada dia, merece a fé fervorosa de seus adeptos. E para tudo que um cientista fala, os burros abaixam as orelhas sem questionar, afinal, o trabalho dos homens da Ciência é pensar e há um certo consenso mudo entre os gentios de que cientistas são praticamente Super-Homens... Ao atacar e ameaçar estes "heróis" de forma bárbara, os grupos antivivissecção (o terceiro braço da "Santíssima Trindade da Ética": Vegetarianos-Vegans-antiVivisseccionistas) buscam o caminho mais curto para a difamação pública, pois a Ciência é um dos pilares principais da modernidade.

Fora que geralmente ideologias utópicas radicais acabam por se auto-implodir, pois os próprios membros das mesmas começam disputas egóicas internas, um querendo parecer mais santo e ético que o outro, gerando dissidências ao invés de um grupo coeso (E disso eu entendo bem. Vivo envolvida em brumas utópicas desde que me conheço por gente e já me acostumei com as respectivas ascensões e quedas das mesmas).

"O sucesso é a tua prova". Querem adeptos às coisas que acreditam? Beleza. Sejam bem sucedidos, felizes, mantenham a saúde e a aparência em dia. Provem o quanto suas opções são benéficas por exemplo próprio e aí então as ovelhas aparecerão balindo suavemente, totalmente conquistadas pela vossa imagem de sucesso, almejando o mesmo para elas e se esforçando para tal. Não é por coação que se ganha o coração do Homem. É através do exemplo, pois, no meio do jogo do "o que eu ganho com isso?", tão inerente à própria identidade da Vida, somente ele - o exemplo - é capaz de mostrar se há ou não benefícios interessantes o suficiente para fazer alguém adotar filosofia de vida diferente.



*"Nosso impulso construtor de cidades e engendrador de sistemas é tão grande como o de cupins ou abelhas".
Aliás, tenho medo disso. No sistema perfeito não há traço algum de individualidade. Os indivíduos vivem apenas com o intuito de manter o motor funcionando.
"Vivo envolvida em brumas utópicas desde que me conheço por gente e já me acostumei com suas respectivas ascensões e quedas"
E talvez no dia em que descobrirmos a utopia perfeita e realizável, acabemos por nos tornar habitantes da tal temida colméia. Aceitar o "mal" (porque tudo que se opõe ao ideal de pureza que cerca toda utopia pode ser considerado como mal) é o preço para sermos livres. Se todos se condicionarem ao sistema por opção, seja ele qual for, em pouco tempo as individualidades se mesclarão e as diferenças serão apenas aquelas referentes à posição dentro da hierarquia de trabalho do sistema. Seria praticamente um Admirável Mundo Novo voluntário. No livro as pessoas são felizes às custas do sacrifício da liberdade. Pelo que optaríamos? O sistema perfeito, composto por números, ou o caos composto por indivíduos?


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Embora não tenha ligação com o post, lembrei de uma música do Raul, enquanto escrevia alguns parágrafos sobre a morte... E decidi postar, porque AMO essa música!


Canto para Minha Morte
Raul Seixas

Composição: Raul Seixas e Paulo Coelho

Eu sei que determinada rua que eu já passei
Não tornará a ouvir o som dos meus passos.
Tem uma revista que eu guardo há muitos anos
E que nunca mais eu vou abrir.
Cada vez que eu me despeço de uma pessoa
Pode ser que essa pessoa esteja me vendo pela última vez
A morte, surda, caminha ao meu lado
E eu não sei em que esquina ela vai me beijar

Com que rosto ela virá?
Será que ela vai deixar eu acabar o que eu tenho que fazer?
Ou será que ela vai me pegar no meio do copo de uísque?
Na música que eu deixei para compor amanhã?
Será que ela vai esperar eu apagar o cigarro no cinzeiro?
Virá antes de eu encontrar a mulher, a mulher que me foi destinada,
E que está em algum lugar me esperando
Embora eu ainda não a conheça?

Vou te encontrar vestida de cetim,
Pois em qualquer lugar esperas só por mim
E no teu beijo provar o gosto estranho
Que eu quero e não desejo,mas tenho que encontrar
Vem, mas demore a chegar.
Eu te detesto e amo morte, morte, morte
Que talvez seja o segredo desta vida
Morte, morte, morte que talvez seja o segredo desta vida

Qual será a forma da minha morte?
Uma das tantas coisas que eu não escolhi na vida.
Existem tantas... Um acidente de carro.
O coração que se recusa a bater no próximo minuto,
A anestesia mal aplicada,
A vida mal vivida, a ferida mal curada, a dor já envelhecida
O câncer já espalhado e ainda escondido, ou até, quem sabe,
Um escorregão idiota, num dia de sol, a cabeça no meio-fio...

Oh morte, tu que és tão forte,
Que matas o gato, o rato e o homem.
Vista-se com a tua mais bela roupa quando vieres me buscar
Que meu corpo seja cremado e que minhas cinzas alimentem a erva
E que a erva alimente outro homem como eu
Porque eu continuarei neste homem,
Nos meus filhos, na palavra rude
Que eu disse para alguém que não gostava
E até no uísque que eu não terminei de beber aquela noite...

Vou te encontrar vestida de cetim,
Pois em qualquer lugar esperas só por mim
E no teu beijo provar o gosto estranho que eu quero e não desejo,mas tenho que encontrar
Vem, mas demore a chegar.
Eu te detesto e amo morte, morte, morte
Que talvez seja o segredo desta vida
Morte, morte, morte que talvez seja o segredo desta vida

Aquecimento Global. Tem certeza?


Aquecimento global ou era do gelo?

Na segunda feira passada, dia 22, começou a primavera, e coincidentemente surgiu uma pequena mancha solar. Tão pequena que já no dia 24 ela tinha desaparecido, durando dois dias ou menos. Manchas solares vêm e vão e possuem um ciclo de 11 anos, alternando períodos de alta intensidade, caracterizado por um grande número delas, e períodos de baixa atividade solar, quando poucas manchas aparecem no Sol. Estamos justamente em um período de mínimo solar, com poucas manchas visíveis.

E qual a novidade nisso?

Bem, o evento em si é bem trivial, manchas vêm e vão, como eu já disse, mas essa foi especial em dois sentidos. O primeiro: ela apareceu depois de um longo período de baixíssima atividade solar, e suas características indicam que se trata uma mancha do ciclo 24. Esse ciclo iniciou-se em janeiro, marcando a saída do mínimo solar. Em outras palavras, de janeiro em diante o número de manchas só deve aumentar, até atingir o máximo entre outubro de 2011 e agosto de 2012. Ao menos em tese. A baixa atividade solar tinha posto em dúvida o momento em que o ciclo 23 tinha acabado, muita gente acreditava que ele ainda estivesse em curso, pois o número de manchas não aumentou como esperado. E isso levanta a segunda questão.

A atividade solar tem perdido força ao longo dos anos. Desde que a intensidade do vento solar começou a ser monitorada, há uns 50 anos, ela nunca esteve tão baixa. O vento solar é responsável por criar uma bolha chamada de helioesfera, que envolve e protege o Sistema Solar dos raios cósmicos de alta energia provenientes do resto do Universo. Com o vento solar menos intenso, a bolha se encolhe e fica mais fina, facilitando a passagem dos raios cósmicos. Em princípio, estamos a salvo na Terra, pois nosso campo magnético e nossa atmosfera nos protegem, mas satélites, astronautas e qualquer equipamento fora dessa proteção estará sujeito a esse bombardeio. Na prática, a vida útil de sondas espaciais será encurtada.

Além disto, existe um estudo controverso que liga a quantidade de raios cósmicos à quantidade de nuvens na Terra. Essa hipótese diz que o bombardeio de raios cósmicos na nossa atmosfera favorece a criação de nuvens. Se a helioesfera se enfraquecer, é justamente isso que vai acontecer, aumento de raios cósmicos e aumento de nuvens.

Aumentar a capa de nuvens significa bloquear a quantidade de raios solares que penetram a atmosfera. O topo das nuvens acaba refletindo a luz do Sol de volta ao espaço e, como conseqüência, a Terra esfriaria. É claro que isso não explica a atual onda de frio em plena primavera.

A hipótese é um tanto controversa, mas entre 1645 e 1715, aproximadamente, o número de manchas solares registrado foi muito pequeno, e o período ficou conhecido como “Mínimo de Mauner”. Nesse mesmo período a Europa sofreu com temperaturas muito baixas, com rios que normalmente são fluidos o ano inteiro ficando congelados durante um ano inteiro! Esse período é conhecido em geologia ou meteorologia como “Pequena Idade do Gelo”. Apesar dos registros do número de manchas da época não serem tão bons quanto atualmente, parece que o número atual de manchas é menor que o verificado no Mínimo de Mauner.

No final das contas, pode ser que o Sol nos dê uma força para impedir que as temperaturas se elevem com o aquecimento global.

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Os alarmistas deveriam ficar alarmados


Inesperadamente, a NASA convocou uma conferência de imprensa. Foi no dia 23 de Setembro de 2008, há uma semana. Era para alertar os cidadãos do Mundo que o nosso astro rei se está a comportar de uma forma anormal.

O título do documento distribuído aos jornalistas é elucidativo: “Ulysses Reveals Global Solar Wind Plasma Output at 50-year Low”. Ou seja, [o satélite] “Ulysses revela que a ejecção do plasma do vento solar está no seu mínimo desde há 50 anos”. A conferência foi convocada pelo Jet Propulsion Laboratory, de Passadena, Califórnia, um dos departamentos da NASA. Deve-se destacar que é muito raro a NASA tomar iniciativas como esta.

“O vento solar, com uma velocidade de um milhão de milhas por hora, produz uma bolha protectora (a heliosfera) em torno do sistema solar. Esta bolha tem influência sobre o que acontece na Terra e até aos limites do nosso sistema solar nos confins da galáxia” afirmou Dave McComas, investigador do vento solar. “As observações do Ulysses indicam que a pressão global do vento solar é a mais baixa registada desde o início da era espacial”, acrescentou Dave.

“Os raios cósmicos galácticos transportam com eles as radiações provenientes de outras partes da nossa galáxia”, disse Ed Smith, cientista do Jet Propulsion Laboratory. “Com um vento solar mais fraco do que nunca, é provável que o tamanho e a resistência da heliosfera diminua. Se isso acontecer, mais raios cósmicos penetram no coração do nosso sistema solar.”

“O ciclo solar verifica-se entre os períodos de grande actividade e os períodos de baixa actividade”, disse Smith. “Na hora actual, estamos num período de actividade mínima que se estenderá ao longo de um período maior do que alguém poderia ter imaginado.”

O seu colega Dave McComas acrescentou: “Esta é uma alteração muito importante. Efectivamente, o vento solar que temos agora é menos intenso do que jamais observámos desde o começo da era espacial, isto é, desde 1960.”

Segundo a NASA, o Sol está a ficar muito sossegadinho. As previsões dos cientistas da NASA são mesmo pela continuação prolongada da ociosidade solar.

As observações do Ulysses mostram que o Sol reduziu a ejecção do vento solar para o nível mais baixo desde que se realizam medições com precisão. O estado actual do Sol poderá reduzir o efeito de ecrã natural que rodeia o nosso sistema solar.

O plasma do vento solar é um fluxo de partículas ejectadas da alta atmosfera do Sol. O vento solar interage com todos os planetas do nosso sistema solar. Também determina a fronteira entre o nosso sistema solar e o espaço interestelar.

A região que se encontra em torno da heliopausa também age como um escudo do nosso sistema solar, protegendo-o de uma parcela significativa dos raios cósmicos provenientes do exterior da galáxia.

Comparando os resultados com as observações precedentes do ciclo anterior (ciclo 23) verificou-se que o vento solar e o campo magnético presente no vento diminuíram 20 %. O campo magnético na proximidade da nave espacial sofreu uma redução de 36%.

Mais detalhes sobre a missão Ulysses e sobre o tema da conferência de imprensa podem ser recolhidos no sítio web da NASA e na nota do briefing.

ALGUMAS CONCLUSÕES PRELIMINARES

Que conclusões se podem tirar deste aviso da NASA? É inegável que a diminuição do vento solar terá consequências sobre o clima da Terra? Boas? Más? Depende do ponto de vista. Para os alarmistas do aquecimento global seriam mesmo más.

Como já foi mencionado várias vezes no MC existe a hipótese – agora ainda em estudo no CERN – que correlaciona os ciclos solares (ou a taxa de radiação cósmica) com a temperatura da Terra.

Viu-se já no MC que o dinamarquês Henrik Svensmark e a sua equipa de investigadores propuseram esta hipótese – já submetida a ensaios reais, na Dinamarca – a fim de relacionar a nebulosidade nas baixas altitudes com a actividade dos raios cósmicos.

Conforme é bem sabido, e o MC já chamou a atenção para este facto, as nuvens das baixas altitudes arrefecem o planeta. A situação apresentada pelos cientistas da NASA é pois uma excelente oportunidade para comprovar a hipótese de Svensmark.

Além disso, a NASA avisou que nos próximos tempos – durante um longo período – podemos esperar antes o frio do que o calor devido a uma menor actividade solar. Pode-se concluir que a NASA estaria, indirectamente, a dizer também que a alteração dos raios cósmicos poderia ter sido a causa do shift climático de 1975/76.

Em conclusão, a NASA parece antecipar o anúncio do fim da histeria do «global warming». Mas há que aguardar…

Na Fig. 127 está indicada a cobertura global média mensal das nuvens baixas versus a temperatura média mensal do ar à superfície, desde Julho de 1983. Valores elevados da cobertura das nuvens baixas estão associados às temperaturas baixas o que demonstra o efeito de arrefecimento deste tipo de nuvens.

A Fig. 127 foi recolhida no sítio web do Prof. Ole Humlum designado Climate4you onde se afirma que um aumento de 1 % na cobertura das nuvens corresponde a um decréscimo de 0,07 ºC da temperatura.

Informações sobre nuvens podem ser recolhidas em ISCCP - International Satellite Cloud Climatology Project. Informações sobre raios cósmicos encontram-se nos sítios web de Nir J. Shaviv e do NSI - National Space Institute, da Dinamarca.


Vale a pena conferir todo o conteúdo do blog de onde extraí o texto em: http://www.mitos-climaticos.blogspot.com/


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A Profecia Maia: uma transformação do sol


(...) Embora a ciência moderna nunca tenha abordado esse assunto tal como os Maias o fizeram, recentemente os físicos se deram conta da influência de radiações que atravessam a galáxia. A astrofísica atual descreve essas radiações como ondas de densidade que varrem a galáxia e influenciam a sua evolução. O nascimento do nosso Sol, por exemplo, foi resultado dessa onda. Na realidade, toda a formação estelar deve-se, em princípio, a essa radiação, demonstrando que a galáxia é um organismo envolvido em sua própria evolução. E mais: esta radiação galáctica também está comprometida com a evolução da Terra e da vida. As radiações de densidade vêm se espalhando pela galáxia nesses 4,55 bilhões de anos de existência do Sol - e, toda vez que atravessam a nossa estrela, alteram sua dinâmica e também a energia radiante que banha o nosso planeta. Muitos acreditam que essas diferentes radiações conseguirão explicar como o desenvolvimento da vida na terra foi se moldando. "Cada vez mais compreenderemos que o formato das folhas das árvores, por exemplo, foram moldados não apenas por seleção natural aqui na Terra, mas pela ação da galáxia como um todo", acredita o físico e matemático Brian Weimme, autor do prefácio ao livro Fator Maia, de José Argüelles, os mais famoso dos divulgadores da profecia Maia.

Astrônomos proféticos

Mais antiga das civilizações pré-colombianas, os Maias floresceram entre os séculos II e IX da nossa Era, ocupando as planícies da Penísula de Yucatán, onde hoje fica o México, quase toda a Guatemala, a parte ocidental de Honduras, Belize e regiões limítrofes. Eles constituíam povos que falavam línguas aparentadas e elaboraram uma das mais complexas e influentes culturas da América. Enquanto a Europa mergulhava na Idade das Trevas, os habitantes da América Central estudavam astronomia, tinham dois calendários - um solar de 365 dias, o Haab, e um sagrado de 260 dias, o Tzolkin - e um sofisticado sistema de escrita por hieróglifos.

Por volta do ano 900, o antigo império Maia começou a sofrer um declínio de população, e seus suntuosos centros urbanos foram abandonados por motivos até hoje misteriosos. Seus habitantes voltaram à vida simples nas aldeias no campo, onde seus descendentes vivem até hoje. Alguns estudiosos atribuem o abandono das cidades à guerra, insurreição, revolta social, seca. Mais recentemente, surgiu a teoria de que eles abandonaram seus centros devido a alterações nas radiações solares. No século XIII, quando o norte se integrou à sociedade tolteca, a dinastia Maia chegou ao final, muito embora alguns centros periféricos sobrevivessem até a conquista espanhola, no século XVI.

Os Maias clássicos eram um povo embriagado de objetivos culturais diferentes dos nossos. Onde os modernos cientistas detectaram experimentalmente os efeitos físicos das radiações de densidade que varrem toda a galáxia, os Maias procuravam detectar experimentalmente radiações de diferentes forças que influenciavam não só o nascimento e a atividade das estrelas, mas o nascimento e a atividade das idéias. Portanto, enquanto os cientistas modernos desenvolveram um modo de consciência que lhes permite expressar os efeitos físicos dessas radiações, os maias desenvolveram uma consciência que lhes possibilitava expressar os efeitos psíquicos dessas radiações.

Esse povo da América Central acreditava em ciclos recorrentes de criação e destruição e pensavam em termos de eras que duravam cerca de 1.040 anos. Para eles, nós estamos vivendo na quarta era do sol - sendo que, antes da criação do homem moderno, existiram três eras anteriores, destruídas por grandes cataclismas. A primeira era teria sido destruída pela água, depois de chover sem parar, coincidindo com o mito do dilúvio. O segundo mundo teria sido destruído pelo vento e o terceiro pelo fogo. O quarto mundo, o que nós vivemos hoje, de acordo com as profecias do rei-profeta Maia Pacal Votan, será destruído pela fome, depois de uma chuva de sangue e fogo. Talvez não por acaso, a tumba desse rei, encontrada em 1952, fique em uma das mais belas e importantes ruínas desta civilização: a cidade de Palenque, localizada justamente em Chiapas, estado onde os descendentes dos Maias formaram o EZLN (Exército Zapatista de Libertação Nacional) e se insurgiram, em 1994, depois de séculos de humilhação e pobreza.

Segundo a cronologia Maia, a era atual começou em 10 de agosto de 3113 a . C., data que marca o Nascimento de Vênus, e deve terminar em 22 de dezembro de 2012, quando esta estrela "morrerá" simbolicamente, ou melhor, segundo o Skiglobe (programa de computador que indica o movimento astronômico), desaparecerá por traz do horizonte ocidental, no mesmo instante em que as Plêiades nascerão a leste.

Importante dentro do calendário Maia, essa data fechará um ciclo de cerca de 5.125 anos e dá pano para manga de inúmeros prognósticos. Os adeptos das visões mais catastróficas acham que essa data marcará o fim do mundo, o juízo final e coisas afins. Outros, como o jornalista e crítico de arte Alberto Beuttenmüller, consideram que essa data marcará o fim de um tipo de mundo, o que por definição pode ser várias coisas: o fim da hegemonia dos Estados Unidos, o fim do trabalho como nós conhecemos hoje, o fim do dinheiro, e até mesmo catástrofres naturais. "O tempo dos Maias não era imediatista. As transformações não vão acontecer de uma hora para outra. Elas já vêm acontecendo desde 1988", diz Beuttenmüller, autor de A Serpente Emplumada, da editora Ground, segundo romance de uma trilogia dedicada às profecias Maias. Para ele, a queda abrupta do regime soviético, em 1989, pode ser resultado desse fenômeno. "Depois de tantas batalhas, o comunismo acabou quase que por decreto. Para impor aquele governo, mataram tanto e, de repente, parece que decidiram simplesmente parar de brincar de comunismo", diz.

Beutenmüller compartilha da hipótese de Maurice M. Cotterell - um dos autores do livro As Profecias Maias, da Editora Nova Era - de que todo esse processo que, para ele terá seu ápice em 2013, será provocado pelo sol.
De fato, sabemos que a vida na Terra depende da luz solar, mas o sol transmite para cá muito mais do que luz. Ele irradia também raios cósmicos através do espectro eletromagnético. Estes potentes raios têm o poder de transformar átomos e poderiam matar toda a vida na terra, se não existisse um escudo protetor na atmosfera. Embora, apesar dos rombos na camada de ozônio, eles ainda não destruam, esses raios provocam reações nucleares na atmosfera. Eles transformam os átomos de nitrogênio que a compõem, em uma forma mais pesada de carbono, cujo peso fica 14 (C14), ao invés dos 12 (C 12) normais. Embora comporte-se como o carbono comum, que existe em profusão na atmosfera e é importante para a vida, o C 14 é radioativo. Em alguns momentos de alta atividade solar, que geram muitas manchas no sol, essa radiação solar diminui. Em outros, onde há menos atividade do sol, e menos manchas, essa irradiação solar aumenta. Ao determinar a regularidade dos ciclos de aparecimento e desaparecimento de manchas, Cotterell deu-se conta de que todos os momentos de apogeu de alguma grande civilização coincidiram com o aumento de atividades das manchas solares, e o declínio, com uma inversão solar.
Desta maneira, o declínio da Civilização Maia, cujas belas cidades foram inexplicavelmente abandonadas no século IX, poderia ter alguma vinculação com o fato de que o campo magnético solar e as manchas solares se inverteram exatamente nesta época. O fenômeno provocou infertilidade e mutações genéticas na Terra e teve efeitos mais severos nas regiões equatoriais. Segundo Beutenmüller, um dos filhos do rei-profeta Pacal, dono da famosa tumba encontrada em Palenque, nasceu com seis dedos em cada mão.

Os Maias adoravam o sol como deus da fertilidade. Segundo Maurice Cotterell, há várias evidências de que o sistema endócrino das mulheres privadas de sol durante grandes períodos sofrem grandes alterações, afetando severamente a produção de estrogênio e progesterona, hormônios vinculados à fertilidade e à menstruação, e a produção de melatonina, o hormônio da "sincronização", vinculado ao biorritmo.

Provando essa teoria, há um artigo publicado na revista New Scientist, em junho de 1989, sobre a dependência endócrina em função da radiação solar. Stefania Follini, uma projetista de interiores, passou quatro meses em uma caverna no Novo México. Seu dia tinha a duração de 35 horas, intercalado com períodos de sono de aproximadamente dez horas. Ela perdeu 7, 7 kg e houve interrupção de seu ciclo menstrual. Follini também pensou ter passado somente dois, e não quatro meses, dentro da caverna.

Além das deformações genéticas e da alteração na fertilidade feminina, as atividades das manchas solares também podem ter causado uma pequena era glacial que provocou uma grande seca na região dos Maias, ocasionada pela redução do volume de água evaporada dos mares.

Uma das provas de que os Maias sabiam dessas alterações na irradiação solar é o calendário sagrado Maia, de 260 dias, cujo fim de ciclo se relaciona exatamente com a superposição dos campos solar e equatorial do sol.

Além disso, cálculos demonstram que o ciclo de manchas solares é de 68.302 dias, e que após 20 ciclos (20 x 68.302= 1.366.040 dias) o campo magnético da lâmina neutra solar se inclina. A Terra tenta alinhar seu eixo magnético com o do sol e também se inclina - o que pode causar catástrofes de dimensões gigantescas no nosso planeta.

Ernst Förstemann, funcionário da biblioteca de Dresden (Alemanha) que em 1880 estudou um dos códices Maias guardados nesta biblioteca - o Dresden Codex - achava que a cadeia de dias organizada pelo calendário sagrado não correspondia a nenhum ritmo celeste - embora também lhe chamasse atenção o número 1.366.560 e a chamada "data de nascimento de Vênus", então fixada em 10 de agosto de 3113 a. C.. Cotterell, no entanto, observou que contando o número 1.366.560 a partir do início do calendário Maia, chegaremos perto do ano de 627 - segundo ele, o centro exato do desvio magnético solar e período de baixa atividade das manchas solares, que teria causado o declínio Maia. Esse estudioso concluiu que o planeta Vênus deve ter sido monitorado justamente para auxiliar o acompanhamento dos ciclos de manchas solares, porque esperavam a reversão após 20 ciclos, como de fato aconteceu, embora com uma certa diferença de dias: 1.366.040 é o cálculo científico e 1.366.560 o cálculo dos Maias, feito a partir do acompanhamento da trajetória do planeta Vênus. Essa mudança de direção do campo magnético solar, que acontece cinco vezes em cada ciclo cósmico, é o que, para muitos, abalará o eixo da Terra, que ficará sujeita a terremotos, enchentes, incêndios e erupções vulcânicas. O próximo fim de ciclo ocorrerá em 2012, quando começará o quinto mundo, considerado muito perigoso pelos Maias. Na realidade, esse ciclo já começou em 1988, considerado por Argüelles o primeiro ano da profecia. A partir de 2012 essa profecia ficará mais intensa, mais eficaz. Mas não precisamos necessariamente embarcar nas previsões de Cotterell, que acha que a humanidade não escapará de enfrentar enormes cataclismas. Para o físico Stephen Hawking, a humanidade é a responsável - e não irá cumprir mais mil anos se o planeta continuar aquecendo* como vem ocorrendo.
Com catástrofes ou não, começamos a entender que a chamada adoração ao Sol, tal como é atribuída aos antigos Maias, era, na realidade, o reconhecimento de que o Sol transmitia a eles muito mais do que luz e calor. (...)

Completo em: http://www.terra.com.br/planetanaweb/flash/reconectando/civilizacoesetribos/maia.htm


*É, até o Hawking erra de vez em quando:

As temperaturas diminuíram até valores de há 20 a 30 anos

No estudo Limits on CO2 Climate Forcing from Recent Temperature Data of Earth, aceite em Agosto de 2008 para publicação na revista E&E – Energy and Environment, David Douglass e John Christy tiraram as seguintes conclusões:

“The recent atmospheric global temperature anomalies of the Earth have been shown to consist of independent effects in different latitude bands. The tropical latitude band variations are strongly correlated with ENSO effects. The maximum seen in 1998 is due to the El Niño of that year. The effects in the northern extra tropics are not consistent with CO2 forcing alone.

An underlying temperature trend of 0.062±0.010ºK/decade was estimated from data in the tropical latitude band. Corrections to this trend value from solar and aerosols climate forcings are estimated to be a fraction of this value.

The trend expected from CO2 climate forcing is 0.070g ºC/decade, where g is the gain due to any feedback. If the underlying trend is due to CO2 then g~1. Models giving values of g greater than 1 would need a negative climate forcing to partially cancel that from CO2. This negative forcing cannot be from aerosols.

These conclusions are contrary to the IPCC [2007] statement: “[M]ost of the observed increase in global average temperatures since the mid-20th century is very likely due to the observed increase in anthropogenic greenhouse gas concentrations.”

David Douglass pertence ao Department of Physics and Astronomy, University of Rochester, EUA, e John Christy ao Department of Atmospheric Science and Earth System Science Center, University of Alabama in Huntsville, EUA.

O artigo mostra que as temperaturas de 2008 se situam ao nível das temperaturas de 1978 a 1988. Isto é, já lá vão 20 anos de propaganda do «global warming», iniciada em 1988, e as temperaturas retrocederam até aos valores daqueles anos.

Os professores universitários americanos afirmam que os fenómenos El Niño e La Niña marcaram as oscilações das temperaturas entre 1978 e 2008. Não é possível atribuir ao CO2 a prosápia de ser o responsável por estes fenómenos meteorológicos que existem desde tempos imemoriais.

John Christy colabora de modo muito crítico com o IPCC. É um cientista de méritos reconhecidos na comunidade científica. Co-responsabiliza-se pela monitorização das temperaturas dos satélites NOAA – National Oceanic and Atmospheric Administration que incorporam os radiómetros AMSU – Advanced Microwave Sounding Unit.

O estudo contraria a afirmação fundamental do IPCC, aprovada com braços no ar e publicada no seu último relatório, de 2007. Este organismo político acusa sem razão a humanidade de ser culpada da evolução das temperaturas desde o fim da Idade do Gelo.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Burrocracia

Se alguém quer seguir alguma carreira, ter uma profissão, tem que estudar e passar por vários exames comprobatórios que atestem sua capacidade de exercer a função escolhida, certo? A mesma situação se repete quando o assunto é a direção de um veículo. Aulas práticas, teóricas, prova, exame médico e só depois de muitas etapas e alguns meses é que a licença para dirigir é concedida ao aspirante a condutor.

Entretanto, quando o assunto é escolher quem vai ser o responsável pela condução da vida de toda uma população durante quatro anos, até analfabetos e menores de dezoito anos são incentivados a fazê-lo.

Não votei nas últimas eleições. Acho um absurdo o voto ser obrigatório num país que pretende ser uma democracia. É algo completamente contraditório. Fora isso, começo a me questionar, sinceramente, sobre a validade da democracia.

Numa democracia, a maioria escolhe seus representantes, através do voto. Mas o dia em que a voz do povo for a voz de Deus, acho que a entropia será toda consumada em apenas um milésimo de segundo, tamanha carga de burradas que essa voz exprimirá. O Universo vai se encolher de vergonha. Não é porque a maioria decide algo que isso é pressuposto para crermos que a escolha dela foi a melhor. Geralmente é o contrário, visto que a maior parte da população é inculta e nada sabe sobre a situação política. Não passo a mão sobre a cabeça dessa maioria, como alguns fazem. O argumento usado por aqueles que crêem que o nosso povo é coitadinho, é de que eles não tem acesso à informação, e portanto, permanecem na ignorância, por imposição de sua condição social desvalida, contando apenas com a manipuladora TV Globo para lhes munir com dados, que, na maior parte das vezes, são parciais, snif!

Sinceramente, pra mim isso é conversa para boi dormir.

A TVE possui uma programação ótima, e quase ninguém assiste. Podem usar o contra-argumento de que a imagem da Globo é melhor, e por isso é mais sintonizada, mas esse também fica ruim de engolir. No Rio as duas emissoras tem recepção muito boa, e, se não por isso, que tipo de pessoa fútil rejeita um programa de conteúdo superior, ainda que com a imagem não tão perfeita, por uma tosqueira só por conta da nitidez com que ele é apresentado? As pessoas não procuram outras alternativas porque não querem, por preguiça mental, porque querem se embriagar com a novela e esquecer da vida. Opção há, o que não há é vontade mesmo. Conheço gente que tem TV à cabo em casa e no entanto só assiste a Globo.

Enfim... A democracia as vezes faz com que o intelectualmente superior seja governado pela vontade das antas, pois são as antas a maioria! Elas além de piorar sua própria situação, ainda levam todos para o mesmo buraco. E o pior de tudo é que isso não chega a ser totalmente culpa delas, afinal, elas são OBRIGADAS a votar.

Enquanto o voto for obrigatório neste país, serei obrigada a desconsiderar qualquer possibilidade de melhora que não a proveniente do mais absoluto acaso. Se um menor de dezoito anos não é criminalmente imputável, ou seja, se segundo essa lógica isso é assim pois ele ainda não está totalmente consciente do que faz, como é que este mesmo ser tem o poder de decidir quem vai mandar em você e em mim? Ou ele é ou não é consciente. As duas proposições se anulam se coexistirem. Apenas uma é válida e deve ser adotada. Isso chega a me soar como piada. Depois dizem que os portugueses é que são burros...


Creio que para exercer o direito ao voto, deveriam fazer testes, assim como o fazem quando da admissão de qualquer outra responsabilidade que ponha em risco ou em jogo a vida de terceiros, como exemplifiquei no início do post. Não sei que tipo de teste, mas talvez um de QI já fosse um começo. A mesma coisa valendo para os candidatos. Pelo amor de Deus, a Gretchen foi candidata! Tem candidato que mal consegue falar direito, de tão ignorante. E o pior é que recebem votos!

Se as coisas continuarem nesse pé, dentro em poucos anos estaremos pedindo de joelhos pela volta da ditadura, já que Estados que não tem soberania não exercem um governo efetivo, pois o que impera é o desrespeito e o passo seguinte é a queda no caos. E só um punho forte é capaz de ordenar um caos instalado. Exemplo prático dessa aprovação silenciosa que começa a se instalar por um poder mais contundente é a concordância da população com ações do exército dentro da função da manutenção da segurança pública do estado do Rio. As vezes converso com quem viveu os anos de ditadura, e essas pessoas se referem à tal período com... saudosismo!

"Aristocracia é um termo que deriva do grego "aristoi" - melhores, e "kratos" - poder, e significa literalmente, poder dos melhores, dos sábios, daqueles que representam superioridade não só intelectual, mas também moral.

Aristóteles chegou a afirmar que a aristocracia é o poder confiado aos melhores cidadãos, sem distinções de nascimento ou riqueza.

Em Platão, o termo aristocracia se funda na virtude e na sabedoria. Caberia, portanto, aos sábios, aos melhores, enfim, dirigir o Estado no rumo do verdadeiro bem."


No atual estado das coisas, nem sequer vivemos em uma verdadeira democracia, mas sim numa plutocracia disfarçada. Embora possam me crucificar por isso, tão acostumados que todos estão ao temor à outras formas de governo que não aquelas em que o povo pode escolher quem o governe, ainda que o faça mal e porcamente, defendo mais que a democracia a aristocracia. Obviamente que não a hereditária, mas a real, que segue fielmente a origem etimológica do termo.

Nem sempre o ideal é viável, e infelizmente, não imagino maneira melhor de chegar aos eleitos que por meio de testes tanto de intelecto quanto psicológicos, sendo estes últimos usados para avaliação de perfil de personalidade e caráter. Me importo menos em ser governada por alguém que não escolhi, desde que tal indivíduo o faça direito, que sê-lo por criaturas com intelecto de pés de couve, que, pretensamente, "colocamos" no poder. E para aplacar a sede dos idólatras da democracia, uma alternativa de meio termo ainda poderia ser adotada: A seleção de X número de indivíduos, pré-selecionados por via dos testes, e sua posterior apreciação por parte do público, para que este escolhesse alguns deles.

Fosse qual fosse a escolha, pelo menos não seria como a que fazemos hoje, onde ao invés de procurarmos pelo melhor, tentamos garimpar o "menos pior"....