domingo, 22 de fevereiro de 2009

Intelectualizando Babaquices


Estes dias estava com vontade de assistir alguma tosqueira. Comecei a procurar na net algum filme disponível para download que satisfizesse meu desejo por idiotices. Resolvi baixar Rambo e comecei pelo primeiro filme da série. A minha surpresa foi que... Eu adorei!!!!!

O Stallone é canceriano. Ele escreveu Rambo, e não descansou até que conseguisse filmá-lo. Eu já sabia disso, e foi muito interessante perceber como o personagem se enquadra perfeitamente dentro do que eu chamo de arquétipo do "Guerreiro Caranguejo".
Tudo o que o ex-combatente queria era voltar para casa, encontrar um lar seguro, e Câncer é o signo que representa o lar, a mãe. Ele esteve fora defendendo sua pátria (lar), e o fez à custa de muito esforço, pois o caranguejo se sente muito vulnerável quando abandona sua toca. Ao voltar para seu país, seu direito à paz é negado, as pessoas o recebem com desconfiança e ele nem sequer pode permanecer em uma cidade, pois um xerife criado a leite com pêra e ovomaltino tenta expulsá-lo.

Pressionado, o canceriano entra em estado de fúria incontrolável, uma vez que a aparente doçura destas pessoas esconde um acúmulo de mágoas que quando explode... Deus nos acuda!!! Por baixo da dura casca do crustáceo, praticamente invulnerável, está uma carne molinha e frágil, e os caranguejos sabem disso. Alguns preferem adotar semblantes impenetráveis, para assim esconder sua enorme sensibilidade. Mas quando a raiva deles vem à tona é visceral, terrível, e eles podem guardar a memória de algo que lhes magoou em 1940, para só descontar 60 anos depois.

Rambo tem um aliado: O coronel. Nada mais característico, o oposto complementar de Câncer é Capricórnio, signo duro, frio e calculista à primeira vista, e o Coronel se enquadra muito bem no arquétipo do "bode". Para se ter idéia, o verbo de Câncer é "Eu Sinto", enquanto o de Capricórnio é "Eu uso" ou também "Eu domino". Não que capricornianos tenham coração de pedra, mas a responsabilidade pesa muito mais que a emoção para eles. Uma das características do signo é a enorme ambição, e galgar posições implica geralmente em deixar as emoções de lado.

Inconscientemente Stallone criou como aliado de seu alterego um personagem que possuía todas as características que lhe faltavam: calma, paciência e um toque de frieza são propriedades das quais cancerianos sentem muita falta, e que igualmente costumam admirar nos outros.

Ao fim do filme, Rambo cai no choro, depois de tanto se esconder dentro de sua dura carapaça. Revela ao coronel suas angústias, depois de metralhar a delegacia toda. Soluça depois de destruir a cidade. Confessa que só queria ter ido para casa. Abraça o Coronel, que como bom representante do arquétipo do bode, retribui apenas com dois tapinhas nas costas, encabulado com tanta demonstração de emoção.

Por conta destas considerações, passei a achar Rambo um filme bom pra caralho, e me tornei fã do Stallone, huahauauauauauaua!!!!


***

Curiosamente, no desenho animado Cavaleiros do Zodíaco, os dois mais perigosos eram os que representavam Câncer e Peixes.

O Cavaleiro do Zodíaco mais cruel era o que representava o signo de Câncer! Seu companheiro de maldades era Afrodite, de Peixes, que atacava com... Rosas!

A Casa de Câncer tinha paredes formadas pelas cabeças de suas vítimas. Seu golpe se chamava "Ondas do Inferno".

O cavaleiro de Peixes era o afeminado Afrodite e seus golpes eram: Rosas Sangrentas (!); Mar de Rosas (?) e Rosas Piranhas (huahauhauahuahua).

Acima podemos ver Máscara da Morte (à direita) e Afrodite (o veadinho de batom rosa e pintinha na cara).

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Money - Meus Problemas Com Dinheiro


"Vai lavar a mão, está suja! Você pegou em dinheiro! Dinheiro é sujo!"

Cresci ouvindo isso. E a minha avó dizia esse "sujo" com tanta ênfase que não havia como não acreditar.

Fiz uma sessão esses dias e em meio às catarses que seguem, a questão do dinheiro ficou sob os holofotes. Sempre o considerei um mal, algo que faz as pessoas guerrearem, que faz com que aquele que não o tem igualmente não tenha valor e não consiga viver dignamente, algo que induz as pessoas a sentimentos baixos como avareza e egoísmo. Dessa parte eu estava consciente, mas eu acreditava que tinha escolhido pensar assim, de forma imparcial, por conta das minhas observações de mundo. Até que lembrei (e por conta do estado especial em que me encontrava senti novamente) de uma coisa que me fez mudar de opinião à respeito de meus julgamentos sobre dinheiro. Há tempos atrás já tinha chegado à conclusão de que nossas ideologias apenas nos refletem, não são exatamente escolhidas, são fruto de quem somos e do que vivemos, mas não achei que a coisa se estendia tanto...

Eu não costumo brigar com as pessoas, odeio cenas. Elas ferem meu senso estético, não gosto nem sequer de assistir a briga de terceiros, quanto mais participar de uma. Desde pequena, quando alguém me dava uma ordem com a qual eu não concordava, eu não batia de frente. Ouvia o discurso dos adultos até o final, não respondia nada, mas simplesmente não obedecia, a menos que me provassem que eu estava sem razão. Se eu achasse que ela me pertencia continuava a fazer tudo exatamente do meu jeito. Em um dado momento, perceberam meu comportamento e usaram outro artifício para me controlar: O dinheiro.

Se eu não obedecesse não tinha dinheiro para lanchar no colégio, nem para passear com os colegas, enfim, para nada. Odiava isso, pois acabava ficando excluída do convívio com o grupo, porque nunca podia acompanhá-los. Eu era muito nova para trabalhar, não tinha como conseguir dinheiro por mim mesma, e eu já me achava estranha demais, não queria ficar ainda mais afastada do convívio com os outros, então, tinha que abaixar a cabeça para as ordens e obedecer. Sentia muito ódio por causa disso, sentia que estava vendendo minha alma.

Certa vez me apaixonei por um rapaz do qual meus parentes não gostavam, sem motivo algum, diga-se de passagem. Eu estava determinada a não me afastar dele por conta disso, e minha família o tratava tão mal que eu ficava com muita vergonha. Chegavam a recusar-lhe comida quando ele visitava minha casa. Ele também não se abalou por conta disso e continuamos juntos. Então o mesmo mecanismo de controle foi acionado: Eu não recebia um tostão. Nada, nada mesmo. E resolvi que nunca mais abaixaria a cabeça por causa disso.

Me locomovia pela cidade usando o uniforme da escola ou mesmo dando calote nos ônibus, pulando a roleta ou descendo por trás. Passava fome no colégio e me virava dando uma mordida no sanduíche de cada amigo, até que o somatório de mordidas totalizasse um sanduba inteiro. Reformava minhas roupas, colocava “curativos” nos sapatos que rasgavam (houve uma época em que eu só possuía um par), feitos com fita isolante. Meus sapatos eram pretos então ficavam perfeitos! Descobri o esconderijo de dinheiro da minha avó e roubava-lhe trocados, mas nunca, nunca pedia.

Isso foi me dando uma sensação de liberdade maravilhosa. Eu não precisava ser menos eu por causa do dinheiro. Ninguém seria capaz de me controlar nunca mais. Com o tempo o namoro acabou, e não foi por nenhum motivo apontado pelos meus parentes, ou seja, eles estavam realmente errados. Tenho contato com esse rapaz até hoje, é uma ótima pessoa. Mas meu sentimento com relação ao dinheiro perdurou... Coisa suja...

Fiquei lembrando de momentos da minha vida em que tive oportunidade de ganhar muito dinheiro, e das vezes em que o tive nas minhas mãos... Das oportunidades de ganhos altos eu corri, as boladas eu torrei com coisas supérfluas... Parece que a minha mão coça pra se livrar dele o mais rápido possível. Creio que essas minhas experiências na infância e adolescência deixaram em mim uma chaga radioativa, ferida que nunca se fecha. Flutuo entre estados de enorme bonança e de quase miséria desde que passei a me virar sozinha, sempre sem nenhuma estabilidade, sem poupança, sem segurança para o amanhã. Percebi que nos momentos de quase miséria me sinto muito bem, muito livre. Vejo o bolso vazio com um grande senso de humor, quase com orgulho. Mas, definitivamente, isso é burrice.

Existem experiências que ficam tão gravadas em nossa psique que é difícil se livrar delas, parece que fazemos de tudo para nos colocarmos de novo nas mesmas situações e dessa forma continuarmos a obedecer o mesmo padrão de comportamento de outrora. Mas eu não preciso mais provar nada para ninguém, já sou adulta e responsável pelo meu sustento, não há ninguém além de mim mesma que vá usar essa ferramenta contra mim ou a meu favor. Por que então ainda me coloco na mesma posição, me obrigando a passar necessidades financeiras, se não tenho mais que me afirmar para ninguém?

Minha avó falando “Dinheiro sujo, dinheiro sujo, dinheiro sujo” ficou rodopiando na minha cabeça até o ponto da vertigem.
Tomei uma decisão no meio da trip.
Peguei uma nota, fui ao banheiro...
Abri a torneira da pia...
Lavei a nota, com água e sabão.
Esfreguei até o dinheiro sujo se tornar limpo de novo.

***

Quem veio primeiro, o ovo ou a galinha? O temível Plutão, mestre das transformações (nem sempre desejadas, mas necessárias) está posicionado na casa 2 de meu mapa natal. A casa 2 , natural do signo de Touro, responde por questões relativas à matéria, à segurança, ao corpo físico. É a casa do “Eu tenho”. É a casa que indica como lidamos com valores, tanto os tangíveis quanto os abstratos. Plutão é uma força incontrolável, praticamente irracional, como um instinto, portanto, é inconsciente. Faz quadratura, que é um tipo de ângulo tenso, com Marte, o senhor da guerra, que por sua vez está posicionado na casa 11, casa natural de Aquário, que representa os ideais, o grupo, a coletividade. É a casa do “Eu sei”.

Livre arbítrio não existe. Somos só escravos dos deuses.


Money
Pink Floyd

Money, get away.
Get a good job with more pay and you're okay.
Money, it's a gas.
Grab that cash with both hands and make a stash.
New car, caviar, four star daydream,
Think I'll buy me a football team.

Money, get back.
I'm all right Jack keep your hands off of my stack.
Money, it's a hit.
Don't give me that do goody good bullshit.
I'm in the high-fidelity first class travelling set
And I think I need a Lear jet.

Money, it's a crime.
Share it fairly but don't take a slice of my pie.
Money, so they say
Is the root of all evil today.
But if you ask for a raise it's no surprise that they're
giving none away.

"HuHuh! I was in the right!"
"Yes, absolutely in the right!"
"I certainly was in the right!"
"You was definitely in the right. That geezer was cruising for abruising!"
"Yeah!"
"Why does anyone do anything?"
"I don't know, I was really drunk at the time!"
"I was just telling him, he couldn't get into number 2. He was asking
why he wasn't coming up on freely, after I was yelling and
screaming and telling him why he wasn't coming up on freely.
It came as a heavy blow, but we sorted the matter out"


***

No site www.astro.com você pode descobrir o posicionamento de Plutão em seu mapa. Visite-o, insira seus dados e depois consulte a sessão “Free Horoscopes” >>> “Extended Chart Selection”. No campo “Methods”, escolha “Circular Charts” e “Natal Chart Wheel”. Confira a casa e o signo onde Plutão está. Se quiser saber a interpretação, poste para o endereço fernandaaguiardacosta@hotmail.com estes dados levantados, que envio o significado deste* posicionamento para você.

*Analisarei apenas o significado por signo e casa, e somente de Plutão.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Viva a pirataria!!!

O Kallypso (É assim que se escreve isso?!) vai lançar carreira internacional gente! Este prodígio da cultura brasileira quer divulgar a carreira mundo afora, portanto o grupo irá gravar um cd em inglês.

...

Viva, viva!
Viva a pirataria, viva!

Só a pirataria é capaz de nos salvar do atolamento no poço de lama da bregolândia! Quando as gravadoras pararem de lucrar, não vão mais fabricar ídolos ridículos. O advento da internet contribui para que o público tenha livre acesso ao trabalho de qualquer artista, e os pequenos podem ganhar visibilidade ao postar sua arte na rede, sem a necessidade de um grande esquema de divulgação por trás.

Parei de ouvir rádio há tempos atrás, talvez mais de dez anos. A única rádio underground do Rio faliu, a Fluminense FM, e somente ela divulgava demos e artistas experimentais. As gigantes do ramo tocavam (e ainda tocam) a mesma coisa 24 horas por dia, só os sucessos populares que eram certeza de audiência.

Gosto é algo subjetivo, reconheço. O que é belo para mim pode ser terrível para você e vice-versa. Mas então qual seria a medida para o que chamamos de bom gosto? Fiquei pensando sobre isso um tempo, e cheguei à conclusão de que a harmonia é um bom critério para julgar a questão do bom/mau gosto, e definitivamente existem pessoas que não possuem essa faculdade.

Nem tudo que é pop é ruim, mas parece que de uns tempos para cá não há mais a preocupação do próprio artista em oferecer um produto de qualidade para o público. Eu mesma conheço pessoas que produzem música eletrônica de qualidade, mas que me confessam a tentação esporádica de produzir um funk qualquer, feito nas coxas mesmo, pois sabem que vai ser mais vendável que o que se preocupam em fazer com esmero. Ou seja, eles admitem que o produto de menor qualidade rende mais lucro, pois possui um canal maior de saída, a aceitação dos veículos de distribuição é maior pois os mesmos só se preocupam em seguir o fluxo da moda.

E sinceramente? Artista tem que ganhar dinheiro é com show mesmo, porque ali ele não tem escolha: Ou mostra que sabe o que está fazendo, ou fica mal pois ao vivo as máscaras caem. É como a diferença entre a TV e o teatro. Fiz teatro durante um tempo, e participei por alguns meses do elenco de apoio da novela "Malhação", isso em 1999, quando a trama ainda tinha como pano de fundo uma academia. Conforme as gravações da novela seguiam, fui me desencantando com a teledramaturgia, e saí de lá com a impressão de que TV não é arte. Os "atores" choram usando cristal japonês. A mesma cena protagonizada pela sobrinha do diretor é repetida 15 vezes até ficar razoável para ir ao ar. A trilha sonora consegue dar à imagem um tom emocional que absolutamente não existia quando da atuação ao vivo. Ou seja... É tudo armação.

A mesma coisa vale para os recordistas em vendas de cds. O fulano filho recebe a mãozinha de fulano pai para chegar ao estrelato, e qualquer voz desafinada, qualquer instrumento mal tocado, podem ser corrigidos no estúdio. O resultado é que os reais detentores do talento ficam restritos a grupos seletos de pessoas, o que igualmente limita o lucro do artista pelo seu trabalho bem feito, enquanto aqueles que são "montados" ganham somas inacreditáveis de dinheiro, sem fazer nada por merecer isso.

A arte ocupa um papel importantíssimo na história da humanidade, ela é capaz de traduzir o espírito de uma época, é capaz de inspirar, é capaz de exorcizar demônios, de dar mais beleza e humor ao cotidiano. Mas vamos combinar que... quase todo mundo é artista, as pessoas só não descobriram isso, justamente porque estão acostumadas a apreciar a arte de fora, e não são estimuladas a colocar em movimento suas próprias tendências artísticas, pois a figura do artista se tornou algo distante da realidade dos simples mortais, uma vez que eles são cultuados como deuses e, portanto, as pessoas "comuns" nem param para pensar que poderiam estar dando vazão à sua própria criatividade ao invés de só apreciar a alheia. Quando existe o culto exagerado ao artista que está fora, o artista que mora dentro morre e vai ver esse é um dos motivos do mundo estar chato, pois quando isso acontece as pessoas viram robôs.

É pelo amor ao talento real que digo: Uruguaiana Rulez!
Viva a pirataria!
Viva!

Putz!!! Só agora fui me ligar que hoje é aniversário do Jesus, o ex-namorado do colégio que citei no post aqui de baixo... HUAHAUHAUAUA!
Parabéns aí Jesus!

My Sweet Lord - Meus Problemas Com Deus

“A felicidade só é real quando é compartilhada”
Conversando essa semana, lembrei dessa frase, do filme “Na Natureza Selvagem”.

Os piscianos são agraciados com o dom de ver o que ninguém mais vê e por tabela carregam a maldição de não enxergar o que todo mundo está vendo. Meu namorado me contou que certa vez estava na mata, às margens de uma cachoeira, junto com um grupo de amigos, quando um deles, pisciano, viu um sapinho e disse “Olha galera, que legal! Um sapinho bonitinho!”. O restante do grupo – mais três pessoas – procurou, procurou, e nada. Questionaram a localização exata e o tal amigo mostrou-lhes o quanto o sapo estava desnudo, por estar hilariamente na cara deles, e oculto, por obra da camuflagem. Pouco tempo depois um deles comentou que o sapinho devia ter ido embora, pois não o enxergava mais. O rapaz-peixe, após uma vistoriada rápida, localizou e indicou novamente o sapinho. Isso se repetiu mais umas quatro vezes. O sapinho se deslocava, saía da visão dos outros, o peixe esquecia dele, mas só ele conseguia encontrá-lo de novo.

Fui viajar um pouco antes da virada do ano. Estava com o olhar perdido no horizonte, sem focar em nada específico, simplesmente apreciando o mar enquanto o ônibus cruzava a ponte Rio-Niterói. De repente percebi um movimento diferente na superfície da água e pensei se tratar de um peixe qualquer saltando, o que é comum. Mas aí aquilo aconteceu de novo e neste momento eu pude ver bem. Meu coração acelerou e eu fiquei agitada. Pensei que a probabilidade de estar vendo o que achava que estava vendo era mínima, mas prestei ainda mais atenção. Então aconteceu de novo e eu tive certeza. Era um golfinho. Um golfinho na podre Baía de Guanabara! Fiquei paralisada e agitada ao mesmo tempo, suando, o coração aos pulos. De novo ele subiu para respirar e só então percebi que ele tinha companhia! Eram dois, nadando juntos!!!! Sacudi meu namorado, que já estava dormindo “Olha! Golfinho! GOLFINHO!!!! OLHA!!!!” e eu apontava para fora e batia na janela. Ele resmungou a perturbação do seu sono e virou para o outro lado. Fiquei de pé e olhei em volta. Pela cara de apatia dos passageiros, percebi que ninguém mais tinha visto. Minha excitação e deslumbre foram embora em um segundo, e eu me sentei de novo, agora triste.
Infinitamente triste.
Continuei a acompanhar a trajetória dos dois, até perdê-los de vista em meio às lágrimas despejadas por conta do vislumbre da beleza e do amargor pela sensação de isolamento.

***

200 anos do nascimento de Darwin, e a mídia rende-lhe homenagens, trazendo para a pauta de discussões a Teoria da Evolução. Logo começa a disputa entre ateus e crentes a partir deste pano de fundo.

Na mesma conversa, após ouvir a opinião do outro, lhe disse que nunca mais falaria sobre Deus com ninguém. Confesso que morro de vergonha de crer Nele quando encontro algumas opiniões criacionistas que negam com veemência a ciência, mas embora eu entenda o porquê do achincalhamento por parte dos ateus, eu também me incomodo com eles, pela simples razão de que... eles também são crentes, então o ridículo fica óbvio.

Sempre que tento falar de Deus, entro em surto. Começo a brigar comigo mesma, porque racionalmente, eu não acredito nisso. Mas aí outra voz se levanta e fala: Mas como você, logo você, vai negá-Lo? A parte que pensa diz que não, a parte que sente diz que sim e começa a briga - coisa que me paralisa, pois não consigo fazer mais absolutamente NADA enquanto não resolvo a questão. Meus pensamentos consomem tanto a minha energia que posso ficar dias inerte por fora, enquanto por dentro ocorre um duelo de titãs.

Desde que era pequena sentia repulsa por qualquer papo religioso, mas aos sete anos (seis?) me apaixonei por Jesus. Eu ficava olhando para aquela imagem célebre dele batendo à porta sem maçaneta (porque ela só abre pelo lado de dentro) e tinha vontade de chorar. A parte dos milagres nunca me disse muita coisa, mas as palavras dele, ah! Essas falavam muito comigo. Quando tinha 15 anos namorei um garoto do colégio em que cursava o segundo grau que tinha o apelido de Jesus, justamente porque ele parecia mesmo com o dito cujo, e acho que o que me atraiu nele foi exatamente isso.

Estudos no ramo da psicologia da religião discordam da vertente popular que acredita que sua criação teve como principal motivo explicar o mundo ao homem primitivo. Estas análises creditam o surgimento das religiões à expressão de um sentimento comum aos homens, ainda que os mesmos não abracem conscientemente nenhuma forma de orientação espiritual ou mesmo rechacem a idéia. As fantasias com as quais essa sensação comum pode se travestir já foram discutidas neste blog. Enxergando a coisa sob essa ótica, entendo que a religiosidade não é uma necessidade, mas uma expressão de uma faceta do espírito humano, algo natural e não algo construído. A construção acontece na forma de expressão pela qual essa sensação irá fluir, mas não na existência da sensação, que é inerente ao espírito humano. É praticamente... um instinto.

Voltando às minhas próprias batalhas internas, a parte que torce o nariz para a crença se envergonha da parte que a professa publicamente, e a parte que crê acha que essa vergonha é proveniente apenas da falta de força para lidar com a pressão externa do mundo, sempre ávido por inquisições - dessa vez vetorialmente contrárias às de outrora. Agora é a vez de queimar os que crêem.

Com três planetas pessoais na casa sete, que é a casa do outro¹, através do estudo do meu mapa e da auto observação, comecei a perceber que boa parte dos conflitos que entrevejo exteriormente são na verdade projeções de conflitos internos meus, onde uma parte não tolera a outra. Mediando a contenda entre minha racionalidade e meu instinto, existe alguém que enlouqueceu em meio ao bate boca, mas que ao perceber que no fim das contas os dois queriam a mesma coisa (pois sua ideologia de base é a mesma), notou que tinha a tarefa de promover a integração das duas partes, para que o silêncio interior pudesse se estabelecer. A ferramenta utilizada é divina e profana, macho e fêmea, ama a vida e a morte, tem livre acesso ao céu e ao inferno, possui compaixão e crueldade, promove o desmembramento e a ressurreição – Dionísio, o Cristo pagão. É como andar na corda bamba, coisa difícil, Zaratustra que o diga.

Volta e meia, desde aquele bendito&maldito abril de 2005, adoeço e me curo. Aparentemente eram eventos externos, pessoas ou idéias diferentes que suscitavam as crises, que foram se intensificando até um ponto culminante (assim espero), que se deu ano passado, durante o tempo em que fiquei fisicamente doente. Apenas recentemente percebi que havia algo de semelhante entre as crises: O seu mecanismo de start - Quando tento explicar Deus.

Não posso negar que racionalmente Deus é absurdo, mas igualmente não posso negar que O sinto, nas coisas grandes, nas coisas pequenas, na beleza, na crueldade, na morte, na vida, na destruição e no renascimento. Nunca busco, Ele vem. Não rezo. Não peço por Ele nas horas de desespero, não é como amparo que Ele se revela para mim.
Deus comigo é algo que acontece.
E se eu negar que O vejo, seja para mim ou para qualquer um, estarei mentindo descaradamente. Mas mesmo quando me resolvo por dentro e faço as pazes com Deus... a frase do filme é o que faz doer. E é por conta do convite feito por ela que sou intimada ao Eterno Retorno.

***

1 - A casa sete é diametralmente oposta à casa um, que é a casa do Eu, da identidade, e o Sol tem nesta casa sua morada natural, pois é o astro mais importante na leitura de um mapa de personalidade e possui a mesma função da casa um: a definição da identidade. No meu mapa, o Sol repousa na casa sete, que é a casa do outro. Ah, Pink Floyd, como eu amo!
"Strangers passing in the street
By chance two separate glances meet
And I am you and what I see is me
And do I take you by the hand
And lead you through the land
And help me understand the best I can"
Echoes
Ainda escrevo um post exclusivamente para esta música!



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My Sweet Lord
George Harrison


My sweet lord
My lord
My lord

I really want to see you
Really want to be with you
Really want to see you lord
But it takes so long, my lord

My sweet lord
My lord
My lord

I really want to know you
Really want to go with you
Really want to show you lord
That it won't take long, my lord (hallelujah)

My sweet lord (hallelujah)
My lord (hallelujah)
My sweet lord (hallelujah)

I really want to see you
Really want to see you
Really want to see you, lord
Really want to see you, lord
But it takes so long, my lord (hallelujah)

My sweet lord (hallelujah)
My lord (hallelujah)
My, my, my lord (hallelujah)

I really want to know you (hallelujah)
Really want to go with you (hallelujah)
Really want to show you lord (aaah)
That it won't take long, my lord (hallelujah)

(hallelujah)
My sweet lord (hallelujah)
My, my, lord (hallelujah)

My lord (hare krishna)
My, my, my lord (hare krishna)
My sweet lord (krishna, krishna)
(hare hare)

Now, I really want to see you (hare rama)
Really want to be with you (hare rama)
Really want to see you lord (aaah)
But it takes so long, my lord (hallelujah)
My lord (hallelujah)
My, my, my lord (hare krishna)
My sweet lord (hare krishna)
My sweet lord (krishna krishna)
My lord (hare hare)
(Gurur Brahma)
(Gurur Vishnu)
(Gurur Devo)
(Maheshwara)
My sweet lord (Gurur Sakshaat)
My sweet lord (Parabrahma)
My, my, my lord (Tasmayi Shree)
My, my, my, my lord (Guruve Namah)
My sweet lord (Hare Rama)

(hare krishna)
My sweet lord (hare krishna)
My sweet lord (krishna krishna)
My lord (hare hare)


domingo, 8 de fevereiro de 2009

A Queda de Idea - A Ascensão do Ditador

Certo dia Idea estava na varanda, quando passou um carro de som de uma rádio popular tocando funk. O som atrapalhou sua linha de pensamento, de modo que ela amaldiçoou a rádio. Swarzzenêgo, que estava por perto, ouviu os mal-dizeres da mãe e decidiu fazer-lhe uma surpresa. Iria tornar seus sonhos realidade.

Tomou o rumo da rádio às escondidas. Chegando, entrou sem pedir autorização. A atendente perguntou o que ele estava fazendo lá e ele simplesmente a estrangulou. Algumas pessoas tentaram impedi-lo, mas como ele era meio máquina, nenhum golpe desferido contra ele teve sucesso. Após matar a atendente, Swarzzenêgo assassinou toda a rádio. Seguia pelos corredores e jogava todos que encontrava no caminho pela janela. As pessoas voavam como isopor e caíam no chão se transformando em baldes de tinta vermelha e branca, esparramados no chão.

Chegou na sala do DJ, que teve a cabeça esmagada contra a parede. Tomando o controle das pick ups, o futuro Ditador, que portava um cd da sua mãe, parou abruptamente a programação e reproduziu o disco que levava consigo. Neste instante todos os aparelhos de rádio que estavam sintonizados nesta estação tocaram o som do Silêncio. Mas não era um silêncio qualquer, como o que se faz na ausência de ruído, era o verdadeiro Silêncio e quanto mais os ouvintes aumentavam o volume, mais alto ficava o som do Silêncio, de modo que ele se propagou pelas ruas. O povo extasiado chorava de emoção. Idea reconheceu o Silêncio e deu por falta do cd em casa.

Logo havia um público de mais de 100 mil pessoas em frente à rádio - que passou a se chamar Rádio Silêncio -, em estado de profunda comoção, proclamando Swarzzenêgo como seu Senhor.

Quando o presidente ouviu o Silêncio pela primeira vez, retirou-se do cargo por livre e espontânea vontade, deixando-o aos cuidados do futuro Ditador. Quando Idea soube do massacre da rádio, repreendeu o filho, mas o perdoou por ter entendido que sua ação teve uma reação de caráter tão transcendente que algumas perdas poderiam ser relevadas. Entretanto exigiu o cargo de Conselheira-Regente de Swarzzenêgo, que não lhe negou a posição.

Após um mês na chefia da nação, Swarzzenêgo começou a se irritar com os limites para suas ações impostos pela mãe. Ficou sabendo que havia alguns rebeldes - que andavam pelas ruas com fones e que se reuniam em estúdios com isolamento sonoro - que não queriam saber do Silêncio. Swarzzenêgo havia proposto que fossem simplesmente dizimados, uma vez que eram uns imbecis mesmo. Mas Idea era contra, e dizia ao filho que ele deveria cultivar a paciência, pois um dia os rebeldes iriam procurar pelo Silêncio por iniciativa própria. Revoltado com as restrições da mãe, Swarzzenêgo armou um golpe: Acusou a si mesmo de nepotismo (?!?!?!?!?!?!?!?) e destituiu Idea do cargo de Conselheira-Regente.

Quando ela o encontrou, furiosa, ele lhe disse que há muito reprovava a maneira idiota como ela se portava, sempre buscando um mundo perfeito que só existia na sua imaginação, e que esse tempo havia terminado. A vida era dura, o mundo era uma merda e foda-se geral.
Comunicou à mãe que suas malas a esperavam já prontas, pois havia resolvido expulsá-la de casa.

Depois que Idea foi condenada ao exílio, a Rádio Silêncio, que até então tocava o Silêncio 24h por dia, teve sua programação alterada. O Silêncio era cada vez mais racionado, e foi sendo substituído por propaganda política pró-Swarzzenêgo. Mas curiosamente a população não iniciou uma revolta. Idea, que vagava pelo mundo sem rumo, ficou chocada quando percebeu que o povo idolatrava Swarzzenêgo mesmo depois dele ter tirado o direito ao Silêncio da massa.

Retomando suas peregrinações, Idea notou que ninguém mais parava para ouvir suas palavras e geralmente o pequeno público que se aglomerava em torno dela o fazia apenas para caçoar do que ela falava. Foi aí então que constatou que ninguém tinha ouvido o Silêncio como ela o ouvia. Ninguém entendeu o Silêncio como ela. Isso fez com que Idea começasse a pensar na hipótese de ser ela quem ouvia "errado", pois acreditou que seria arrogante achar que apenas ela ouvia "certo", afinal, por uma questão de probabilidade, o contrário era mais provável.

Idea se isolou por uns tempos, crendo estar louca... E definitivamente ela não queria o destino dos loucos. Resolveu que iria se esforçar para ser como os outros. Deveria observar as pessoas e tentar agir como elas, pensar como elas, ser uma delas. As vezes ia até a cidade espioná-las para depois imitá-las em frente ao espelho, se esforçando ao máximo em ser convincente em sua interpretação de normalidade. Leu livros de pessoas normais, jantou com pessoas normais, se comportava como os normais. Mas dentro dela não havia comunhão com este estado. Ela definitivamente discordava de tudo que falavam, de tudo que agiam, de tudo que amavam. Entrou em profunda depressão, pois sabia-se condenada. Ou morreria de loucura ou viveria uma vida de falsidade dela para com ela mesma e, quando pensava na última hipótese, tinha vontade de se suicidar com um espelho.

Certa manhã acordou se sentindo estranha. Sentiu-se enjoada ainda na cama, e teve de levantar correndo para vomitar. Sentou-se no chão, ao lado do vaso sanitário, sua cabeça pesava. De repente percebeu que sua visão tinha mudado. Era como se estivesse usando lentes de contato especiais, e entendeu naquele momento que após tanto se esforçar finalmente havia adquirido a capacidade de olhar o mundo como um normal, coisa que a fez ficar muito feliz. Não precisaria mais temer seu destino. Foi às ruas, mas eis que foi consumida por uma dor horrível. Olhou para o mundo e viu que todos os objetos, todas as pessoas e coisas tinham perdido seus contornos suaves. Existiam ângulos retos por todos os lugares. 90° 90° 90°... Não existiam mais as curvas, só noventa graus, e suas quinas lhe picavam o corpo como se ela tivesse dormido sobre um formigueiro. Tudo havia recebido um rótulo e estava morto. E era tudo pesado... E de mentira.

Tudo era mentira à sua volta, e ela percebeu que os normais não eram inocentes com relação à mentira, eles sabiam dela, mas ainda assim a viviam e aceitavam como sendo a verdade. Estavam todos de conluio com a Grande Mentira, pois através dela suas próprias mentirinhas eram perdoadas com mais facilidade...

Idea teve uma vertigem e voltou rapidamente para casa. Vomitou novamente, dezenas de vezes, até perder o fôlego e desmaiar. Quando recobrou a consciência, sua visão antiga havia retornado. Ela chorou e riu, pois nesse dia descobriu que não era louca. Dançou, cantou e prostrou-se em reverência à Aquilo-Que-Você-Não-Sabia-Que-Queria-Tanto. Mas conforme sua energia começou a baixar, o horror se instalou nela. Ela não estava louca, mas se estivesse teria ao menos o consolo de saber que outros tantos compartilhavam das suas dores e de seu destino.

Naquele instante de horror, percebeu que estava só. Mas pior que a solidão foi a sensação de nunca ter existido, pois se ninguém era capaz de lhe compreender, se ela não conseguia dividir seu mundo interior com ninguém pois não encontrava quem entendesse a linguagem que falava, então ninguém a conhecia de fato. Sentiu que se o seu mundo subjetivo não podia ser compartilhado - uma vez que era fundado em sensações, não em palavras - também não poderia ser conhecido, então só o que o sabiam dela eram de partes. Era como se apenas suas pernas tivessem nascido, sem o restante do corpo.

Não se conformou e decidiu partir. Deveria encontrar os que compartilhassem de sua língua. Deveria existir alguém. Não queria mais pregar na Torre de Babel, onde todos falam e ninguém se entende. Agora seus movimentos e força estavam concentrados no objetivo de encontrar seus conterrâneos, aqueles que, como ela, também eram habitantes perdidos da Cidade dos Gentis.



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People Are Strange
The Doors


People are strange, when you're a stranger
Faces look ugly when you're alone
Women seem wicked, when you're unwanted
Streets are uneven, when you're down

When you're strange- faces come out of the rain (rain, rain)
When you're strange- no one remembers your name
When you're strange, when you're strange, when you're str-ange

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

"Somente os dias vindouros me pertencem. Alguns homens nascem póstumos."

É bigode... Sei qual é.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

A USP Me Plagiou, rsrsrsrsrs

Tá... Tive essa idéia em 2007... Quando a expus riram da minha cara e eu desisti...

Que saco...

19/11/2008 - 08h22
USP testa "chá do Santo Daime" contra depressão

O "chá do Santo Daime", originário da Amazônia e empregado em rituais religiosos, tornou-se a base de uma pesquisa inédita bem-sucedida da USP (Universidade de São Paulo) de Ribeirão Preto para tratar pacientes com depressão.

O projeto-piloto foi feito com duas mulheres com problemas crônicos de depressão, que tomaram uma dose do chá e relataram melhora imediata. A idéia agora é estender o estudo para 60 pacientes, com dosagens repetidas. Os pesquisadores querem descobrir se a ayahuasca --espécie de chá com efeito alucinógeno feito a partir de um cipó e um arbusto originários da Amazônia-- pode substituir os antidepressivos.

Depois de a Universidade Federal de Santa Catarina fazer pesquisas com camundongos, a USP testou o chá nas duas mulheres na faixa dos 50 anos que têm sintomas como perda de apetite, desânimo e choro.

Elas tomaram 200 ml (um copo) da bebida e ficaram em observação por três dias. "No mesmo dia as pacientes já estavam melhores, e no segundo dia diziam que não estavam mais depressivas, que as cores da vida tinham voltado", disse Jaime Eduardo Hallak, professor do Departamento de Neurociência e Ciências do Comportamento da Faculdade de Medicina da USP.

Após três dias, foi ministrado às pacientes antidepressivo comum, "porque ainda não há evidências do efeito permanente da ayahuasca". "Mas elas acharam a experiência positiva e disseram que gostariam de tomar mais." O médico agora aguarda nova autorização do Comitê de Ética do HC de Ribeirão para ministrar o chá a 60 pacientes em doses repetidas e em intervalos pequenos.

Na opinião de Hallak, é possível que o chá amazônico venha a se tornar uma arma contra a depressão. "Eu acredito que é possível formular um medicamento com o chá. Se não diretamente com a estrutura da molécula presente no Santo Daime, algo muito próximo."

A ayahuasca contém duas substâncias --harmina e dimetiltriptamina. A harmina é uma espécie de antidepressivo, mas o que causa o efeito imediato é a dimetiltriptanima, que gera o equivalente a um banho de serotonina no cérebro.

O segredo do Santo Daime, diz Hallak, está na rapidez: o efeito é mais imediato, por exemplo, do que tomar um comprimido de antidepressivo."

Em 2008 eu parei de fumar. Após quatro meses longe do veneno, surpreendentemente contraí uma pneumonia, e eu não ficava doente seriamente há anos...

Quando me restabeleci, a primeira coisa que fiz foi...


Delícia!