segunda-feira, 26 de abril de 2010

Ode Ao Pentelho Branco

Diz-se que para tudo há tempo e lugar
Hora de rir e hora de chorar
Passam-se dias e com eles vem a experiência,
Que traz aos atos maior eficiência.

Bobo você já não se sente
Aí se constitui a vantagem
De ter no rosto o vinco que não mente
E que do tempo marca na carne a passagem

Há quem por isto amargure e se lamente
Para quem o calendário é um tormento
Lembram de épocas passadas aborrecidamente
Amaldiçoando o relógio como mau elemento

Pensam que eram mais felizes outrora
E o que com força clama seu desejo
É voltar a viver aquela bela aurora
Que passou-se num breve lampejo

Quanto a mim não lamento o Tempo
Este que é o Senhor da Sabedoria
Besteira é gastar como passatempo
As horas a pensar em como tudo seria

Grata estou por adquirir paciência
Esta que é a virtude do mais santo
Saber morrer é também ciência
E dou um viva ao meu primeiro pentelho branco.