domingo, 11 de dezembro de 2011

Poliamor

Massa demais!!!


Poliamor from Zé Agripino on Vimeo.


Thanks To+

O Bem e o Mal

Eu guardo em mim
dois corações
um que é do mar
um das paixões
um canto doce
um cheiro de temporal
eu guardo em mim
um deus, um louco, um santo
um bem e um mal
eu guardo em mim
tantas canções
de tanto mar
tantas manhãs
encanto doce
o cheiro de um vendaval
guardo em mim
o deus, o louco, o santo
o bem, o mal

Danilo Caymmi

terça-feira, 22 de novembro de 2011

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Homem Espelho

Eu o reflexo.
Do côncavo,
Sou o convexo.
Alguns sentimentos seguem em anexo.

Exprimo a vontade sua,
Pura,
Nua,
E crua.

Sou!
O Homem Espelho
Das justas trocas diárias.

Potencializado reagir.
Resultado dos seus atos,
Sou fatos.
O esgoto dos seus ratos.

Não sou falta,
Nem excesso.
Sou equilíbrio expresso,
Transparente reto!

Moro aqui,
Onde a ordem dos fatores,
Altera o produto.
Intuito.

Respeito,
Combustível indispensável,
Para a batida interna e feliz do peito.
Na falta,
Perde-se o direito.

Reciclo,
Complexas emoções primárias.
Sou o Homem Espelho das justas trocas interplanetárias.

Por Felipe Malta

Cole Por Aí!

É só baixar no link http://www.agenciauna.com.br/download/ADESIVO.png e imprimir em adesivo!
Boas ideias têm que circular!

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Decadência

"...cujo núcleo é o tema da degradação da língua como sintoma da degeneração do corpo social. A alteração da língua surge como a manifestação de uma degradação levada, a efeito, no campo social e político. A língua exprime a decadência que abateu-se sobre o corpo social; ela nada mais faz do que torná-la manifesta. Esse desvelamento por ela operado, qual seja, tornar explícita a corrupção da sociedade, em princípio, supõe uma estreita ligação entre dois domínios, a língua e a esfera política: a alteração da língua é inseparável da corrupção da sociedade.
 
Mas, se a língua "torna visível o invisível", se, paradoxalmente, desnuda o mal político por meio da deformação de si mesma, convertendo-se desde então, no "mal lingüístico", cabe indagar a que se deve esta sua performance. O estatuto singular que Rousseau lhe atribui deve ser creditado ao fato de ser ela uma conseqüência direta da degeneração da sociedade, como forma de expressão por excelência do homem civilizado, ou antes, por ter a língua um lugar privilegiado em todo o processo de socialização do homem, desde a origem até a degeneração da sociedade?"

Linguagem natural e música em Rousseau: a busca da expressividade. Em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0101-31732008000100003&script=sci_arttext  



Sejamos claros: quando a linguagem se corrompe, algo mais do que a linguagem está corrompido.
George Steiner   

Vem chegando...

... o verão!

sábado, 8 de outubro de 2011

À Espera De Um Milagre

Esta semana, a ANVISA proibiu a venda de anfetaminas para o tratamento da obesidade, pautando sua decisão na tendência adotada em outros países. Chego à conclusão de que o órgão regulador sofre de esquizofrenia, uma vez que em determinados momentos usa esta base como norte, e em outros proíbe a entrada e comercialização de outras tantas substâncias vendidas livremente em supermercados e liberadas pelo FDA - como é o caso de diversos suplementos para atletas.

Sem dar ouvidos à comunidade médica, que se colocou contra a proibição com veemência, alega que as anfetaminas são ineficazes no combate ao problema do sobrepeso.
Ora, qualquer um que já tenha feito o uso de anfetaminas sabe que elas são eficazes sim, reduzindo drasticamente - senão eliminando - o apetite. Ou seja, a substância é eficiente.
O problema é que o paciente acha que o anorexígeno é praticamente um tipo de Jesus em cápsulas, e espera que o mesmo o mantenha magro sem que nenhum esforço por parte do usuário precise ser feito. Quer continuar com a mesma dieta calórica e pobre em nutrientes, sem no entanto sofrer consequência alguma. Há quem torne a engordar mesmo depois de ter feito bariátrica. Muitos se dizem doentes, e nem o Ronaldinho fez diferente. Alegava não poder tratar seu "hipotireoidismo" (cof cof cof) porque a medicação usada para combatê-lo configuraria doping. Bem, ele já parou de jogar há um tempinho, e a cada dia está mais redondo...

Com menos opções de tratamento, os médicos se veem obrigados a receitar apenas sibutramina, que, diga-se de passagem, possui eficácia reduzida quando comparada às anfetaminas.

O número de pacientes portadores de doenças causadas pela obesidade cresce a cada dia,  enxugando assim parte do orçamento destinado à saúde. Quando as coisas pesam no bolso do Estado, sabemos o que acontece: a corda arrebenta do lado mais fraco. Não duvido que, à exemplo da Suécia, que sobretaxou doces para diminuir seu consumo, dentro em pouco tempo alguns alimentos passem a ser perseguidos com o status de droga.

Daqui a pouco os médicos terão que recomendar aos seus pacientes uma ida à igreja como forma de tratamento. Afinal, milagres só Jesus Cristo faz, não a indústria farmacêutica.

sábado, 1 de outubro de 2011

Com quem aguenta, eu divido.

"Costumamos dizer que amigos de verdade são os que estão ao seu lado em momentos difíceis...Mas não! Amigos verdadeiros são os que suportam a tua felicidade! Porque em um momento difícil qualquer um se aproxima de você. Mas o seu inimigo jamais suportaria a sua felicidade!"

Do Destino

É o andarilho que faz o caminho ou ele apenas o percorre?

Ano passado fiz meu mapa astral com um astrólogo muito bom, o João Acuio. Entre outras coisas ele me disse que:

- Como vênus é o planeta dominante da minha carta, eu deveria aprender a aceitar presentes. Deveria ser receptiva e aceitar as boas coisas da vida, sem tentar estar no modo ativo todo o tempo. Deveria começar a me sentir merecedora do que me é oferecido, perdendo o orgulho de rechaçar o que é dado por conta de não ter conseguido sozinha.

- As melhores coisas que me acontecem vêm por intermédio de amigos. Eles são a minha família e sempre me abrirão as portas. O que vem a mim pelas mãos deles sempre será melhor do que aquilo que eu buscar sozinha.

- A partir de agosto desse ano, júpiter estaria fazendo um aspecto muito bom à minha vênus progredida em touro (a natal é em peixes, exaltada), na casa oito, o que me traria ótimos ganhos financeiros por intermédio de outras pessoas.

Bem, até agosto deste ano eu estava numa penúria danada. Foi quando tudo começou a mudar. Por intermédio de um amigo, voltei a escrever textos publicitários. Por intermédio de um amigo, fiquei sabendo de uma vaga de emprego temporário (que cumpri em setembro). Por intermédio de um amigo, fui encaminhada à uma seleção de candidatos a farmacêutico do governo, que está contratando em caráter emergencial, sem concurso. Passei e começo no cargo segunda-feira próxima, com salário gordinho.
E tudo isso praticamente caiu no meu colo. Por intermédio de outras pessoas. Fiz o que o peixe faz: nada. Não procurei por nada, nem sequer comentei com ninguém que estava de bolso vazio. Simplesmente apareceu. Como estava escrito que aconteceria.

E isso nem pode ser autosugestão pois se esse fosse o caso, para que a "profecia" se cumprisse eu teria que ter agido de alguma forma. Teria ao menos de ter relatado a minha situação para as pessoas. E nada disso aconteceu. Parada estava, parada continuei. Simplesmente aceitei os presentes.

Muito obrigada. Aos amigos e a esta coisa, que eu não sei o nome, mas que a cada dia se revela mais e mais presente.

Netuno

Estava só numa praia deserta, quando de repente viu que alguém se afogava. Não sabia nadar direito, mas num impulso se jogou no mar na tentativa de salvar a vida da vítima. Enquanto nadava em sua direção, imaginou o que precisaria fazer... como nos filmes, deveria colocar-se atrás da pessoa, abraçando-a por baixo de um dos braços e, feito isso, nadar de costas em direção à faixa de areia.

Mas antes mesmo de conseguir tocar no afogado, recebeu dele um puxão que a empurrou para baixo. Bebeu o primeiro gole d'água. Afastou-se um pouco, tentou uma nova investida. O sujeito se debatia em movimentos débeis, que o faziam afundar cada vez mais, ao invés de emergir.
Desta vez ele agarrou seu braço, a impedindo de nadar. Começou a tentar usá-la como uma espécie de escada e, para que fosse possível respirar, a empurrava cada vez mais pra baixo d'água.

Agora eram dois a se afogar.

Depois de engolir bastante água e já ficando sem fôlego e forças, instintivamente ela deu um soco no seu nariz. Conseguiu por um breve momento se afastar das mãos daquele que, dominado pelo desespero, agora a estava sufocando, tendo passado de vítima a algoz.
Nadou para longe, abandonando à própria sorte alguém que tentou ajudar, mas que não soube dominar o pânico para ser capaz de receber seu auxílio.  Com as últimas forças que lhe restaram, conseguiu alcançar a praia, e não olhou para trás. Foi-se embora sem querer saber o que aconteceu ao afogado.

sábado, 24 de setembro de 2011

A Estrada, Sempre Ela

Ar parado tem cheiro de mofo.
O Vento não pertence a lugar algum.

Just Do It

ENTER THE VOID ENTER THE VOID ENTER THE VOID ENTER THE VOID
ENTER THE VOID ENTER THE VOID ENTER THE VOID ENTER THE VOID
ENTER THE VOID ENTER THE VOID ENTER THE VOID ENTER THE VOID 
ENTER THE VOID ENTER THE VOID ENTER THE VOID ENTER THE VOID
ENTER THE VOID ENTER THE VOID ENTER THE VOID ENTER THE VOID 
ENTER THE VOID ENTER THE VOID ENTER THE VOID ENTER THE VOID



Mau Presságio

Pressinto uma nuvem negra se aproximando.
Posso sentir.




Sinto um pouco de medo.
Começo a considerar causas e consequências.




É demais, não sei se terei forças para aguentar.
Penso em fugir.
O desespero se apossa de minh'alma.




Está chegando perto e eu não posso fazer nada...
A sensação de impotência é sufocante.




Sinto que vem aí...




O VERÃO DO SERTANEJO UNIVERSITÁRIO!




I Love You...

... Schizandrol A!

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

The Severed Garden

"Alguns coveiros costumam contar que durante a exumação de cadáveres, com o objetivo de desocupar sepulturas e realojar ossos em gavetas, algumas vezes dá-se um fato surpreendente: o corpo continua inteiro. Ao que parece, indivíduos que em seus últimos meses de vida fizeram uso intensivo de medicamentos não são atraentes para os vermes, que executam o trabalho de limpeza dos ossos. A química acumulada na carne os afasta, e produz tal espetáculo bizarro."

Com base no texto acima, discorra sobre:
a) Inutilidade
b) Desperdício

Resposta:

Paciente: Srª Caso Bastante Comum
Idade: 85 anos
Grau de dependência III
Não deambula, AVP em MSD

Prescrição semanal

Dieta Enteral XXX Tetra Slim 1000ml – 7 unidades
Dieta Enteral Proteica YYY – ½ lata
Agulha 25 X 7 – 20 unidades
Agulha 40 X 12 – 7 unidades
Álcool Swab – 6 unidades
Caixa para material contaminado 7 litros – 1 unidade
Colar fixador para traqueo – 2 unidades
Equipo para bomba  - 7 unidades
Fralda descartável adulto – 6 unidades
Frasco para dieta 300ml – 14 unidades
Gaze 7,5 X 7,5cm pct 10 um – 7 unidades
Lancetador – 21 unidades
Luva de procedimento com 100 unidades – 2 caixas
Luva plástica estéril – 80 unidades
Máscara de nebulização para traqueo – 1 unidade
Seringa 1ml – 1 unidade
Sonda de Aspiração Traqueal - 80 unidades
Seringa 60ml com Ponta para Cateter - 3 unidades

Medicação:
Controlado anticonvulsivante Y - 1 caixa
Controlado Antidepressivo X - 1 caixa
Medicamento para Alzheimer - 14 comprimidos
Sachê de fibras - 7 unidades
Antiarrítmico - 14 unidades
Controlado hipnótico Z - 1 caixa
Medicamento de proteção da mucosa das vias respiratórias - 7 sachês
Vitaminas diversas - 7 comprimidos
Óleo antiescaras - 2 frascos
Pomada antiassaduras - 1 tubo
Medicamento antidiabético - 7 comprimidos
Diurético - 7 comprimidos
Redutor de colesterol - 7 comprimidos
Regulador da flora intestinal - 7 sachês.


I will not go!
Prefer a feast of friends
To the giant family.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

21 Dias

7:15 da manhã. Estou na estação, esperando o metrô
(calma Fernanda, é só por um mês),
rumo ao novo local de trabalho
(descontando feriado e fins de semana, 21 dias... menos mal).
O trem chega, lotado. Não quero chegar (muito) atrasada, então empurro a carne alheia de modo a acomodar a minha num  espacinho que me possibilita respirações curtas, uma vez que minha caixa toráxica fica compactada entre outras tantas. Me embrenhando entre corpos, não vou muito longe e fico ali mesmo, na porta.

Nossa, que legal! Percebo que não preciso sequer me segurar. É impossível cair. Igualmente, também é impossível levantar o braço, me virar, erguer uma perna... A qualquer momento posso começar a levitar, pois não duvido que deixe de existir espaço para os meus pés no chão...


Penso que aquele é um local perfeito para um serial killer. Munida de uma pistola com silenciador, caso eu matasse alguém em, vejamos, Triagem, só iriam descobrir o assassinato em Botafogo, quando o trem esvaziasse. O corpo iria ficar lá, de pé, como se ainda vida tivesse, e só cairia quando as escoras humanas que o mantém em posição de sentido se retirassem. Olho em volta. O rapaz obeso de suor pegajoso e frio, que ocupa o espaço de 2,5 seres humanos (mas que abuso!), parece perfeito.


Logo minha atenção se desloca para duas mulheres, que papeiam entre si. Não ouço o assunto pois
(louvado seja Deus!)
estou com fones de ouvido. Mas o hálito matutino das duas chega até meu rosto, e me faz pensar que é de extremo mau gosto falar antes das dez da manhã.

De repente me surgem diversas questões acerca do custo x benefício de viver no Rio de Janeiro. Eu quase nem vou à praia! Por que as pessoas gostam tanto deste lugar? O Rio de Janeiro continua lindo? Algum dia foi de fato lindo, ou será que o Gil nunca se deslocou para além do túnel? A opinião do Vinícius não conta, ele vivia bêbado e é comum chamar urubu de meu louro neste estado.

Botafogo, finalmente! Ganho as ruas, que se encontram paralisadas por diversos pontos de congestionamento. No carrinho novo da montadora coreana cabem duas pessoas. Se com a possibilidade de carregar cinco já está tudo parado, imagine se essa moda de moto com quatro rodas pega...
Chego no trabalho e pergunto aos que também precisam usar o serviço do metrô àquela hora da manhã, se nunca pegaram piolhos.
Essa é uma possibilidade que me parece bastante concreta.
As pessoas se divertem com a pergunta e riem, acostumadas. Começo a pensar que morar no Rio de Janeiro é tarefa para almas evoluídas e resignadas. Chego quase a admirar a espiritualidade elevada de meus novos colegas de trabalho... Pois se eu, sabendo que só terei que me submeter a isso por 21 dias, sinto-me gravemente desrespeitada, que dirá se não soubesse quando isso teria fim...

Creio que providenciaria a pistola.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Bushido



Ninja vs. Samurai.
Diferenças?
Uma só.
Honra.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Tazmania

O diabo-da tasmânia está próximo da extinção. A espécie é vítima de uma epidemia, causada por um câncer contagioso.
Alguns cientistas estão coletando o DNA da espécie para que seja possível reverter o processo caso seja necessário.
Não sei se concordo.
É um processo natural, espécies surgem, espécies desaparecem. Nada é estático, o mundo está em constante mudança.

Encontrei hoje uma notícia sobre a Somália, que dizia que alguns membros de missões humanitárias foram mortos por rebeldes, e que os mesmos se desfizeram de medicamentos e alimentos enviados para lá.

Todas as culturas conhecidas tiveram como base moral a religião. A convenção social sobre certo e errado provém, ao menos primitivamente, desta fonte. E percebo que as culturas que "deram certo" são as que adotaram religiões que primam pelo altruísmo. Se somos seres sociais, quanto maior for o reforço dado aos laços que nos unem, mais forte a comunidade, mais forte o grupo. Em contrapartida, as religiões que são permissivas com o mal, não no sentido de estimulá-lo mas de não condená-lo - permitindo a existência de práticas "mágicas" que podem prejudicar outros indivíduos (sic) - produzem culturas nas quais o grupo acaba saindo no prejuízo e acaba indo, literalmente, à falência.

Assim como não acho correto evitar o desaparecimento do diabo-da-tasmânia,  pois este é o curso da Natureza, não penso ser válida a iniciativa de preservar tais culturas, pois, ao que parece, seu processo de degradação parte dos próprios indivíduos que delas fazem parte - uma vez que eles mesmos, além de recusar a ajuda, não conseguiram sair da linha da miséria por si. O diabo-da-tasmânia perecerá por conta de um câncer facial, tais culturas por conta de um câncer moral.

Não julgo aqui o indivíduo, assim como seria um despropósito julgar um diabo-da-tasmânia. É apenas uma constatação acerca do tipo de direcionamento que pode ser eficaz - no sentido de criar uma sociedade próspera, que tenha condições de progredir.
Sofremos de um problema parecido no Brasil. Embora este seja um país muito rico, enquanto nossa cultura for permissiva com  a malandragem não progrediremos, pois "passamos a perna" uns nos outros e consideramos isso normal. Louvável até. Sinal de "esperteza". Quem consegue uma vantagem escusa em algo, normalmente conta o fato em meio à vanglória.
Essa atitude pode até beneficiar o indivíduo, mas torna o grupo fraco e a cultura frágil.

Joseph Campbel, embora não tivesse religião alguma, acreditava que elas podem ser úteis, caso UM caminho fosse escolhido e trilhado até o fim.
Embora o Brasil seja predominantemente católico, aqui sempre prevaleceu o samba-do-crioulo-doido: a maioria dos indivíduos faz promessa para santo católico, arreia despacho para entidade da umbanda, frequenta centro de mesa e recebe mensagem psicografada, tudoaomesmotempoagora... enfim, não há linearidade de crença, e isso se reflete na moral.
Moral fraca gera indivíduos corruptos. Uma sociedade formada por indivíduos corruptos está fadada ao insucesso.

Há os que defendam que existe perda de patrimônio histórico quando uma cultura se perde. Mas desde que o processo seja natural, não consigo enxergar problema algum. Seria a mesma coisa que defender a continuidade da crença na terra plana, por medo da perda cultural causada pelo conhecimento de que, na verdade, ela é redonda.
Um disparate total.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Legião

São apenas dois os momentos
Em que estou presente:
Em meio à multidão ou só.
No embate homem a homem,
Meu destino é tornar-me pó.

Pois que para sermos justos,
Devemos dar o que recebemos
E quem me vê desta forma,
Ama ou odeia o próprio reflexo
Através do que o espelho lhe informa.

Quem jamais esteve junto ao grupo
Não me enxergou, embora tenha me visto
E segue mirando a si mesmo
Me fazendo graça quando percebo
Quem é seu próprio inimigo.

Cada um com uma opinião diferente
Sou tantos quantos eu cruzar
Pois que nunca veem a mim por inteiro
Somente o que estão a projetar.

Gotas de Sabedoria

"Burrice é fazer sempre as mesmas coisas esperando obter resultados diferentes"

"Você pode até fazer a sua mulher gozar, mas se não souber fazê-la rir, o pé na bunda é certo."


Por Mestre Rui Faquini.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Clichê do Momento

Um assunto "da moda" tem me deixado bastante irritada.
Preconceito.
Minha insatisfação nasce de perceber, em meio a todo esse chororô, uma grande hipocrisia. Sim, porque todo mundo é preconceituoso.

E isso é... normal.

É normal na medida que tudo que é instintivo é natural, embora não seja desejável. E é instintivo porque nosso "trabalho" evolutivo visa a prevalência da nossa própria genética. Isso se chama seleção por afinidade, que é normalmente feita entre parentes, mas também se estende a indivíduos semelhantes, nos quais reconhecemos algum tipo de "parentesco", seja ele físico ou comportamental.
A razão molda "motivos" para nossos preconceitos, porque a razão vive tentando achar explicação para sentimentos que brotam naturalmente. Logicamente, estas explicações beiram o esdrúxulo e o bizarro, e todo aquele que já parou para olhar pros seus preconceitos com distanciamento se deu conta disso.
Eu, por exemplo, tenho preconceito com quem... usa calça quadriculada.

?!

Pois, nem eu entendo.
"Algo" me diz que a criatura que usa tal peça só pode ser imbecil.
E eu juro que não sei de onde isso vem, e mesmo que eu entenda que não existe fundamento nem teórico nem prático que sustente minha antipatia, não consigo deixar de senti-la.
Muito embora a sensação não possa ser apagada, a maneira como ela se expressa pode (e deve) ser controlada, porque é impossível que todos os indivíduos que usam calça quadriculada sejam imbecis, e se eu agir como se fossem, a imbecil no caso serei eu.

Mas voltando ao tema, fico irritada ao perceber que os indivíduos que fazem parte de uma minoria perseguida qualquer, acham que o preconceito só existe fora deles. Muito se fala do preconceito que o nordestino sofre, mas vários deles fazem piada com a sexualidade dos gaúchos. Mas por que ninguém defende os gaúchos nestes casos? Por que eles não fazem parte do grupo coitadinho clássico?
Judeus reclamam de preconceito, mas acham que o deles em relação aos gentios (goy) é justificável.
Negros reclamam de racismo, mas os dos EUA discriminam latinos.
Gays não gostam de travestis, e por aí vai...
Ou seja, essa questão nunca terá solução enquanto cada INDIVÍDUO não identificar o próprio mecanismo de seleção por afinidade, sem culpas, porque, como disse acima, não há maldade no processo já que o mesmo é movido por instinto. Uma vez identificado, há a possibilidade de combatê-lo em si mesmo, não apenas socialmente - que é o que vem acontecendo hoje, onde todo mundo virou juiz de piada - o que só contribui para formar não um povo ausente de preconceitos, mas sim uma legião de hipócritas.