quinta-feira, 26 de abril de 2012

Minoricracia

Só um retardado mental não percebe que o sistema de cotas ESTIMULA o racismo, ao invés de suprimi-lo.

"If you got a hunger for what you see
You'll take it eventually
You can have anything you want
But you better not take it from me"
  
Fora a raiva que isso cria em quem se sente prejudicado (outros estudantes), já ouvi comentários por aí do tipo "esses médicos novos são ruins por causa do sistema de cotas".




continua...



sábado, 14 de abril de 2012

All in all you're just another brick in the wall

Hoje encontrei uma nova reportagem falando sobre a psilocibina.
Sempre que isso acontece fico feliz porque quero que as pessoas se beneficiem da substância, mas inevitavelmente, ao ler as matérias, eu choro. Penso que deveria ser eu ali, dando aquela entrevista, participando daquele estudo... Já falo exatamente as mesmas coisas há anos. Quase dez anos.

Minha relação com professores nunca foi muito ruim, mas foram eles os responsáveis pelas piores decepções e consequentes desistências de rumo da minha vida.

Comecei a pesquisar sobre a psilocibina em 2003. Para escrever minha monografia, iniciei a coleta, leitura e seleção de artigos em 2004. Todos os dias eu escrevia um pouquinho, lia um artigo, revia parágrafos. Nunca me dediquei tanto a algo. Fazia aquilo com paixão obsessiva, era a minha "menina dos olhos". Em 2004 me inscrevi na matéria correspondente na faculdade, onde foi apresentada uma prévia acerca de como deveríamos apresentar os trabalhos. Em 2005, ano em que ocorreria a apresentação, acabei tendo que trocar de professor desta matéria (era monografia I e II) porque meus horários não batiam com os da primeira professora.
Esse segundo professor era (é) um egudo vaidoso, que não ia com a cara do meu orientador e com o qual havia tido problemas prévios. Ele não era da área, é historiador - e daí começou nossa desavença.

Eu havia selecionado umas 60 fontes, que a meu ver eram imprescindíveis. Ele queria que eu me ativesse a um autor.
Bem, em humanas isso pode até funcionar, mas não na minha área. Eu não estava estudando um autor, estava estudando um tema, não estava montando uma biografia. Me recusei a mudar. E ele respondeu que meu trabalho não tinha qualidade e que duvidava que eu tivesse sido capaz de ler tudo o que eu havia citado.
O detalhe é que ele NÃO LEU minha monografia, porque pedi a ele que me sabatinasse acerca dos artigos, para tirar a prova de que eu havia lido, e ele não conseguiu fazê-lo. Porque não sabia nem do que eu estava falando. Ele simplesmente estava querendo me usar para se vingar do meu orientador.

O que seria cômico se não fosse trágico é que ele orientou alunos que COMPRARAM a monografia. Deu nota máxima para outros tantos que fizeram a mesma coisa.
O imbecil foi feito de trouxa bem debaixo do seu nariz, e desconfiou da pessoa errada: eu.

Meu orientador encaminhou meu trabalho para outros professores da matéria - que atestaram não ver nada de errado nele - e comunicou tudo ao coordenador do curso.
No dia da apresentação, eu estava muito nervosa. Por conta do tema polêmico, algumas pessoas me tiraram por uma doida viajandona e foram assistir. O coordenador do curso e outros professores da diretoria, que nunca faziam isso, também compareceram. Me sabatinaram com mais de meia hora de perguntas. Me senti na cova dos leões. Fui muito mais exigida que outras pessoas.

Minhas notas foram 10, proveniente do meu orientador, 9.5 da professora convidada e... 5 - do cara em questão.
Na média, fiquei com a nota muito mais baixa que trabalhos bem inferiores.

A minha desilusão, não com a ciência em si mas com quem a manipula, foi tão grande que minha vontade de segui-la esmoreceu ali. Todos sabiam que ele estava errado, e, no entanto, ninguém podia fazer nada.

Daí fico pensando nestes casos recentes de alunos que agridem professores... A autoridade da classe vem do conhecimento do qual ela deveria ser detentora. Mas como respeitar um professor burro? Neste caso a burrice e teimosia deste professor, que está enclausurado em sua própria área e não consegue enxergar nada fora dela, é gritante.
Fora os inúmeros outros casos, que presenciei depois ou dos quais fiquei sabendo. Por exemplo, num curso recente que fiz, foi mostrado um mapa do Brasil no qual eram destacadas as áreas em que ocorre maior incidência de tuberculose. Percebi, ao ver o slide em sala de aula, que os lugares de maior incidência são Rio de Janeiro e Amazonas, e os de menor Goiás e Tocantins. Fiz uma observação acerca da importância do clima, da umidade... E a professora disse que aquilo era "coincidência", porque a tuberculose está mais relacionada a fatores sócio-econômicos!
Meu Deus, mas que imbecil!!!!!!!!!!!
Qual a semelhança sócio-econômica tão próxima assim entre Rio de Janeiro e Amazonas e que não existe entre outros estados do Brasil???????????
É o típico caso da pessoa que não pensa, foi formatada e só repete o que programaram na cabeça dela. Como uma criatura assim tem a pretensão de formar alguém?

Meu namorado faz psicologia e outro dia estávamos conversando sobre como o clima influi no temperamento das pessoas. Passionalidade ou frieza também são reguladas pelo ambiente. Isso pode não ser uma regra - e a psicologia é considerada uma pseudo-ciência justamente porque não há repetibilidade garantida - mas num apanhado geral, uma simples observação de um leigo pode atestar a coisa. Durante a conversa, disse a ele que tinha observado que a maior parte dos crimes passionais ocorre em lugares mais quentes, enquanto psicopatas costumam aparecer mais em climas frios.
Em aula, ele comentou isso com sua professora, e ela respondeu que isso não tem nada a ver, porque o que sabemos é regulado pela mídia, que só fala sobre o que quer e escolhe as notícias que irá veicular.
?????????????????
Tudo bem, não sou infalível, posso ter falado uma besteira enorme. Mas espera-se de alguém com conduta científica que ao invés de responder com qualquer merda, vá verificar - e isto pode ser feito, é só consultar as estatísticas. Mas não. A idiota responde com nada mais nada menos que uma paranóia! Deixou transparecer que acredita em teoria da conspiração e que não sabe fazer ciência.
Não sabe ou não tem capacidade, porque para fazer ciência é preciso deixar um bocadinho o ego de lado.
Se a ciência busca pela Verdade, ela não pode ser usada para afirmar verdades pessoais.
Eu entendo que deve ser difícil para o sujeito, depois de investir anos numa teoria, vê-la cair por terra por conta de um detalhe no qual não havia pensado... Mas são ossos do ofício! Faz parte do caminho que foi escolhido.
Mas quem é capaz de tal desprendimento?

Há pouco tempo encontrei com meu ex-professor na Fiocruz. Tive ganas de lhe escarrar na cara. Na verdade só não o fiz porque não estava em ambiente propício. Mas um dia ainda vamos nos encontrar num que seja neutro. E não quero nem saber se vão achar que desrespeitei alguém mais velho e indefeso, porque eu também me senti indefesa perante à injustiça que sofri e perante o que ele fez com uma coisa que eu amava tanto. 

Sabendo que os sistemas tendem ao equilíbrio, talvez essa onda de ataques aos professores seja uma resposta. Uma reação a dominação sofrida durante décadas pelos alunos. Respeito é moeda de troca. É impossível respeitar gente que além de usar a ciência para servir apenas à própria vaidade, é a última coisa que deveria ser na profissão que exerce: imbecil.




The Happiest Days Of Our Lives


You! Yes you! Stand still laddy!

When we grew up and went to school
There were certain teachers
Who would hurt the children any way they could
By pouring their derision upon anything we did
Exposing every weakness
However carefully hidden by the kids


But in the town it was well known
When they got home at night
Their fat and psychopathic wives would thrash them
Within inches of their lives

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Terminator II - Judgment Day

É sempre legal rever um clássico...
...e, na verdade, eu amo uma fanfarronice, hehehehehehehe!!!!!!!!!!!!!!




domingo, 1 de abril de 2012

Pumping Iron

Foda! Posa muito! Um dia eu chego lá!